quinta-feira, 5 de novembro de 2015

"CASA COMUM: Dom do Pai" é o tema das Colônias de Férias 2016



Todos os anos, as Colônias de Férias no Nordeste do Brasil ganham um espaço privilegiado durante o mês de janeiro no calendário Inspetorial. Com alegria e entusiasmo crianças, adolescentes, Salesianos de Dom Bosco e membros da Família Salesiana realizam essa atividade educativa pastoral como uma proposta de evangelização e educação a fé. 
   Esse ano somos convidados, a partir do tema Casa Comum: Dom do Pai,  a cuidar do planeta e de todos os seres viventes, como pessoas co-responsáveis pela criação de Deus. Em sintonia com a Encíclica do Papa Francisco, Laudato Sí, toda a família humana é convocada a buscar um desenvolvimento sustentável e integrar e a colaborar na construção da nossa casa comum. O Santo Papa Francisco lança um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos construindo o futuro do planeta, considera todo o esforço feito por muitos movimentos ecológicos que já percorreram um rico caminho. Mas reflete que ainda há indiferença, acomodação e falta de solidariedade universal no esforço para com o cuidado da criação.
A Igreja do Brasil, durante a Campanha da Fraternidade 2016 que terá como tem: Casa Comum, nossa responsabilidade e o lema: Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca, tem como objetivo principal chamar atenção para a questão do saneamento básico no Brasil.
Nesse sentido, a Pastoral Juvenil Salesiana oferece a todos os educadores um subsidio que ajudará no processo de formação e reflexão para aqueles que realizam a Missão Salesiana para que possam começar mais um ano de atividades pastorais imbuídos pelos apelos vindos da Igreja Católica.
Agradecemos a equipe que preparou esse material para que pudéssemos realizar mais um ano as Colônias de Férias em nossa Inspetoria: S. Deyvison José de Santana, S. Ivan Alves da Silva, S. Josemar Abel Silva de Oliveira Junior, S. José Geraldo de Albuquerque. S. José Wilker França da Silva, S. Paulo Henrique de Almeida Silva, S. Raimundo Luan Hadney de Luna Gonçalo, S. Fábio Luciano de Souza Nascimento, S. Rodrigo Antônio de Menezes, Geraldino José, Jakeline Lira e a Professora Anésia Maria de Melo Luna.

Atenciosamente
P. Eudes Barreto Fernandes,sdb

Delegado para Pastoral Juvenil Salesiana

Formação para Animadores


Primeiro Encontro: “Obras do Senhor, bendizei ao Senhor.” (Dn.3, 57) -  acesse neste link
Segundo Encontro: “Questa é la mia casa”. Don Bosco -  acesse neste link
Terceiro Encontro:  Casa Comum, dom do Pai - acesse neste link

Temas dos encontros e Orações


Teatro 2016


A ideia central é de que um grupo de alunos vai fazer um passeio no campo, ao chegar lá acontecem várias situações que vão mexer com as crianças e seus instrutores. Podem ser integrantes de um grupo... Enfim, pode ser adaptado de acordo com a realidade.
Personagens:
Instrutores:
Ângelo (AN): É o instrutor mais experiente da equipe, tem 45 anos e é casado. É um católico assíduo e sempre tem uma palavra sabia para dizer a seus amigos, especialmente os alunos.
Mariana (MA): É uma professora de língua portuguesa e está acompanhando seus alunos na excursão. Tem 30 anos e tem mania de que todos sigam o português da forma mais correta possível.
Breno (BR): É o mais jovem dos instrutores. É professor de informática e tem 20 anos. Tem mais facilidade de se aproximar da turma por causa da idade.
Alunos:
- Os alunos são representantes das turmas da escola (Pode ser integrantes de um grupo jovem, ou de obras sociais, como se encaixar melhor na realidade local) que foram sorteados para irem ao passeio, basicamente crianças e adolescentes.
Henrique (HE): É o mais velho da turma, é o líder. Tem muita vontade de ser salesiano. Até o fim deve aprender que nossa vida é uma grande aventura, dada de presente por Deus
Amanda (AM): É sempre alegre e vive sorrindo. É muito agitada, não suporta ver os amigos tristes. que é preciso preservar o planeta.
Gabriel (GA): É um dos mais inteligentes do grupo. É o mais atento de sua turma e só tira notas boas. Até o fim deve aprender que devemos ser sempre generosos.
Winícius (WI): Tem um aparato enorme de tecnologia. Vive conectado. Sua aflição nesse passeio é não poder postar fotos e suas experiências, pois onde vão não tem sinal. Deve aprender que temos de aprender a conviver, a respeitar todas as coisas que vivem... Também aprendi que devemos as vezes deixar de lado a internet e brincar mais com nossos amigos.
Tereza (TE): Sempre faz alguma pegadinha com os colegas, gosta muito de brincar. Às vezes esquece dos limites das suas brincadeiras. É a mais nova da turma. Até o fim deve aprender que sempre devemos respeitar todos os seres vivos... e que devemos ter mais cuidado com as brincadeiras que fazemos com nossos amigos.


Augusto (AU): Não queria ir ao passeio, mas foi sorteado e seus pais o fizeram ir. Não tem muitos amigos. Até o fim deve aprender que precisamos prestar atenção nas coisas, ouvir mais a natureza para ver o quanto ela é bonita.

Oficinas e Brincadeiras




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Formação: 3º Encontro

Casa Comum, dom do Pai

(Colônia de Férias- 2016)

Com o amigo Semeador...
Comentário- Amigos animadores! Nesse momento de oração, peçamos as luzes do céu, afim de que nos oriente para bem celebrarmos essa colônia de férias. Sabendo desde já que somos apenas instrumentos nas mãos de Deus, para levar a todos a alegria do evangelho.
(Sugerimos que  esse momento oracional seja feito em lugar aberto, enfatizando as obras do criador. Se possível, dispor ao centro sob um tecido, uma bíblia, imagem de Cristo ou cruz )
Em nome do Pai...

Canto... A ti meu Deus- Pe. Zezinho
A ti meu Deus
Elevo meu coração
Elevo as minhas mãos
Meu olhar, minha voz
A ti meu Deus eu quero oferecer
Meus passos e meu viver
Meus caminhos, meu sofrer

A tua ternura Senhor vem me abraçar
E a tua bondade infinita me perdoar
Vou ser o teu seguidor e te dar o meu coração
Eu quero sentir o calor de tuas mãos(x2)

A ti meu Deus
Que és bom e que tens amor
Ao pobre, ao sofredor
Vos servir, esperar
Em ti Senhor
Humildes se alegrarão
Cantando a nossa canção
De esperança e de paz
Leitura Bíblica- Rm 12. 9-12
Para refletir e debater...
(Falar em forma de prece...)
Qual são as nossas expectativas para essa colônia de férias?
Quais são as dificuldades que precisamos superar?
Quais os dons que precisamos pedir ao Deus da vida, para que o nosso amor seja sincero?
Pai nosso\Ave Maria
Oração
Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa, servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. AMÉM.
Regando a Semente...
Trecho da Carta de Roma de São João Bosco
“...Sabeis o que deseja de vós este pobre velho, que gastou toda a vida por seus caros jovens? Nada mais do que, feitas as devidas proporções, retornem os dias felizes do Oratório primitivo. Os dias do afeto e da confiança cristã entre jovens e superiores; os dias do espírito de condescendência e tolerância por amor de Jesus Cristo de uns para com outros; os dias dos corações abertos com toda a simplicidade e candura; os dias da caridade e da verdadeira alegria para todos. Tenho necessidade de que me consoleis, dando-me a esperança e a promessa de que fareis tudo o que desejo para o bem de vossas almas. Não conheceis suficientemente que felicidade é a vossa de haverdes sido recebidos no Oratório. Diante de Deus declaro: Basta que um jovem entre numa casa salesiana, para que a Virgem SS. o tome imediatamente debaixo de sua especial proteção, Ponhamo-nos, pois, todos de acordo. A caridade dos que mandam, a caridade dos que devem obedecer faça reinar entre nós o espírito de S. Francisco de Sales. Ó meus caros filhinhos, aproxima-se o tempo em que me deverei separar de vós e partir para a minha eternidade. (Nota do secretário: Neste ponto Dom Bosco suspendeu o ditado; os olhos se lhe encheram de lágrimas, não por desgosto, mas por inefável ternura que ressumava de seu olhar e do tom de sua voz; depois de alguns instantes continuou). Desejo, portanto, deixar-vos a todos, padres, clérigos, jovens caríssimos, no caminho do Senhor, em que Ele próprio vos deseja”. São João Bosco
Cuidando do Broto...

Como Ter Sua Colônia De Férias


Uma Colônia de Férias pode ser classificada em diversas categorias, tais como:
1) Quanto aos objetivos: ambiental, cultural, desportiva, recreativa, religiosa e socializante;
2) Quanto ao sexo: masculinas, femininas ou mistas;
3) Quanto aos clientes: grupos abertos ou fechados (esses são para aqueles que tenham diversos pontos em comum, por exemplo, obesos, religiosos, alunos de um mesmo colégio);
4) Quanto à administração: se é do próprio empreendedor ou se é terceirizado;
5) Quanto ao lugar onde funcionará: nas cidades, na praia, na montanha;
6) Quanto à duração: se a colônia de férias ocorrerá em pouco, médio ou longo prazo;
7) Quanto ao período: internamento, semi-internamento, meio-período;
8) Quanto ao tamanho, que vai depender da quantidade de participantes: pequeno, médio e grande.

 

1.    Destinatários da Colônia De Férias

Os destinatários de uma colônia de férias são basicamente as crianças e adolescentes das famílias das nossas obras. As escolas, associações e clubes são os grandes intermediários, sendo considerados também como uma clientela, já que possuem crianças. É importante conhecer profundamente todas as características de nossos destinatários , como hábitos, onde moram, o que consomem e muitos detalhes importantes a fim de que a organização  tenha a direção certa.

2.    Local Da Colônia De Férias

Antes de escolher o local de instalação de sua colônia de férias a equipe que organiza o já deve ter claramente definido o público alvo (classe econômica, faixas etárias, sexo) e as atividades a serem desenvolvidas (educativas, recreativas, desportiva). De qualquer forma, seja proprietário ou não, o lugar onde a colônia de férias será realizada deve ser grande, amplo, com espaço verde, com tamanho suficiente para as crianças se divertirem bastante.

3.    Divulgação

A publicidade mais simples é a que faz mais sucesso nesse tipo de atividade porque ele reside exatamente em comunicar-se com o púbico-alvo que se tem contato diariamente, que são os pais das crianças nas escolas,  os colégios, nas paróquias, etc.
A algum material impresso para que seja levado aos pais por meio dos professores.
Montar um site para que os responsáveis saibam tudo com muitos detalhes deve ser feito, se esses são usuários da internet.

4.    Coordenação e animadores

Para um melhor funcionamento da Colônia de Férias é bom definir uma equipe de coordenação e animação. A coordenação da Colônia de Férias deve se preocupar com a formação dos Monitores, organizando os encontros de formação e preparação da Colônia de Férias propostos no subsídio.

5.    Custos


A equipe organizadora planejar os gastos que serão necessários para realziação da Colônia de Férias, bem como as possíveis fontes de renda para a mesma. Seguem algumas dicas para manter os custos controlados: • Comprar pelo menor preço; • Evitar gastos e despesas desnecessárias;• Manter equipe de pessoal enxuta.
Para refletir e debater
Diante dos trechos apresentados, qual deve ser a nossa preocupação nessa colônia de férias? ( momento de partilha)
Nesse momento, poderão os animadores fazer as eventuais divisões de tarefas.
Cultivando a vida...
Sugestões...
Cenário
A medida que cada tema for desenvolvido, um elemento seja confeccionado com a participação de todos os participantes  e tome parte no cenário geral. Ex: Começar com um cenário em branco, e a medida dos dias os participantes trazem elementos e vão colorindo o sol, a lua...etc.
Momentos Oracionais
Por em evidência a palavra de Deus e outros simbolos, fazer uma entrada com danças, com fitas coloridas...etc.
Jogos
Separar o material com antecedência, e pensar em atividades que envolvam os diversos participantes da colônia de férias a partir da realidade de cada lugar.  Assim como dispor de uma pequena caixa de primeiros socorros  caso haja acidentes e arranhões.
Atividades Complementares
Tendo em vista que a colônia de férias abordará a ecologia (casa comum), pode haver passeios para parques, exposições, ambientes naturais, zoológicos, assim como envolver outras forças e organizações que possam contribuir, palestrar... etc.
No fim, como ato concreto da colônia de férias, podem ser plantadas mudas de árvores ou plantas, em local previamente determinado.
Assistência Presença
De uma visão bastante salesiana, é interessante que TODOS os animadores (até mesmo aqueles que se responsabilizam por preparar os lanches e organização em geral) se façam presentes não só nos momentos de bom dia\boa tarde, mas sejam presença alegre também nos pátios. E se possível, também tomem parte nas brincadeiras.

Fontes
http://arquidiocesedebrasilia.org.br/ba/920258_xxxiii_dom_do_tempo_comum.pdf

Ferreira.Antônio da Silva. Acima e além: os sonhos de Dom Bosco. São Paulo: Salesiana, 2010.

Formação: 2º ENCONTRO

“Questa é la mia casa”. Don Bosco

(Esta é a minha casa )
Com o amigo semeador...
Queridos amigos! Com Dom Bosco, nesse momento de oração, bendigamos ao Deus criador e Senhor da vida, que nos deu todos os meios necessários para bem vivermos.
(Sugerimos que além da bíblia, sejam postos em destaque algum pequeno vaso com plantas e uma foto\imagem de Dom Bosco)
Em nome do Pai..

Canto- Olho Em Tudo (Vilma Dantas)
Olho em tudo e sempre encontro a Ti
Estas no céu na terra a onde for
Em tudo que me acontece encontro teu amor
Já não se pode mais deixar de crer no teu amor

É impossível não crer em Ti
É impossível não te encontrar
É impossível não fazer de Ti meu ideal (x2)

Leitura Bíblica- Dan.3.57-90
Para refletir..
Na sua opinião, porque os três jovens bendizem as obras do Senhor ?
Que tipo de relação podemos fazer entre a expressão de Dom Bosco (Esta é a minha casa), e a leitura Bíblica?
Pai Nosso\Ave Maria
Oração- Deus todo-poderoso, autor da bondade e beleza das criaturas, concedei que em vosso nome iniciemos, alegres, este dia e que o vivamos no amor generoso e serviçal a vós e a nossos irmãos e irmãs. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. 

Regando a Semente...
Dom Bosco e seu contato com os jovens e os campos
“Por diversas vezes me pergutastes em que idade comecei a preocupar-me com os meninos. Aos 10 anos fazia o que era compatível com essa idade: uma espécie de oratório festivo...  Todos me escolhiam ou por juiz, ou amigo. De minha parte fazia o bem a quem podia, e o mal a ninguém. Os companheiros me queriam com eles, para que eu os defendesse em caso de briga. Porque,  embora pequeno de estatura, possuía força e coragem para incutir medo nos companheiros de idade bem maior. Mas o que os reunia ao meu redor e os arrebatava até a loucura, eram as histórias que eu contava.
Os exemplos ouvidos nas pregações ou no catecismo, as leituras que eu fazia me forneciam material. Dessa forma, juntaram-se a eles também  alguns adultos e, algumas vezes, indo a Castelnuovo ou de lá voltando, outras, num campo ou num prado, via-me rodeado de centenas de pessoas que acorriam para escutar um pobre menino que, salvo um pouco de memória, era ignorante na ciência, embora passasse entre eles ser um doutor.
Havia ali nos Becci um prado, onde cresciam então algumas arvores, das quais resta ainda uma pereira, que naquele tempo muito me ajudou. Amarrava a essa arvore uma corda, que depois prendia em outra, a alguma distância...Quando tudo estava preparado, e o público ansioso para ver o espetáculo, convidava-os a rezar o terço, depois entoávamos um canto. Após uma  breve explicação do evangelho que eu tinha ouvido pela manhã e rezarmos um pouco, passava-se logo ao entretenimento.
Já nos tempos do oratório, no ano de 1845 quando a Marquesa Barolo decidiu que nosso oratório saísse da capela anexa ao edifício do Pequeno Hospital de Santa Filomena, mesmo sabendo que o local destinado aos recreios, escola ou a capela não tinha comunicação alguma com a parte interna do estabelecimento, foi preciso obedecer. E ocultando minhas preocupações, mostrava-me de bom humor e a todos distraía, contando mil maravilhas do futuro Oratório, que naquele momento existia apenas na minha mente e nos desígnios de Deus. E num domingo de Julho de 1845, pegam-se bancos, genuflexórios, cadeiras, cruzes e quadros. Cada um carregava o que podia em meio a algazarra, risos e mágoas. Na verdade, fomos, a maneira de uma emigração popular, estabelecer nosso quartel general, em outro lugar indicado.
 Somente após mais duas ou três mudanças, no ano de 1946, alugamos um prado dos irmãos Filippi, onde atualmente existe uma fundição de ferro-gusa. Encontrei-me lá a céu aberto, em meio a um prado, cercado de fraca sebe(ramos espinhosos), que deixava passar livremente quem quisesse entrar. Os meninos eram de 300 a 400, que encontravam seu paraíso terrestre naquele oratório, cujo teto e paredes eram toda a cobertura do céu.
(Fragmentos extraídos das Memórias do Oratório de São Francisco de Sales)

Cuidando do Broto...
O céu e os campos: A beleza da obra é a marca da perfeição do artista.
Em geral nossa tradição salesiana enfatiza o papel de mamãe Margarida na educação de João Bosco, falamos que foi ela quem instruiu o filho para a primeira comunhão, ela que falava das maravilhas de Deus para os filhos. Mas, sem dúvida alguma, a camponesa analfabeta soube demonstrar quão grande é Deus através dos sinais da natureza. Basta pensar na vastidão de uma noite estrelada, na beleza das grandes colinas dos Becchi. Quando se é criança impressionamo-nos com tudo que desafia nossa compreensão. Com o pequeno João Bosco não foi diferente, certamente ao observar as belezas da criação ele pensava na perfeição do Criador, claro que com os devidos limites de uma criança. Mas, certamente, desde pequeno soube ver na beleza das criaturas o traço de seu Mestre Criador. Quando já era adolescente e ia aos campos trabalhar ouvia ressoar no silêncio das colinas a voz de Deus que aos poucos foi se juntando ao seu profético sonhos dos nove anos e mais tarde o impulsionaria a decisão de entrar no seminário.
Nosso sistema de educação não pode esquecer-se da importância de ressaltar a criação. Dom Bosco era um camponês, sabia da importância da natureza tão bem que valorizava as famosas “férias no campo” como um prêmio para aqueles que melhor se comportavam. Sendo um santo a frente de seu tempo com certeza se preocupava com o crescimento acelerado de Turim não só pelos problemas sociais, mas pelos problemas ambientais também. Ora, é imprescindível lembrar que uma coisa está unida a outra. Em geral a degradação ambiental está ligada a problemas sociais. É muito comum vermos em nossas cidades, grandes e pequenas, que os bairros mais “sujos” são os mais pobres, os mais abandonados, pois não possuem visibilidade suficiente para se preocupar com os que lá vivem. Nossa vida de correria e trabalho eliminou um fator fundamental da vida humana, o fator da observação e contemplação da natureza. Quem tem tempo para observar uma bela noite estrelada? E estando em uma cidade, quem consegue? Essas “coisas” não nos dizem respeito, são coisas de criança. A evolução de nosso modo de vida consumista e reducionista  transformou tudo que antes era sagrado em um monte de acasos. Se no passado as pessoas viam a natureza como um grande mistério divino, hoje a observam como a possibilidade de lucro.
Dom Bosco estimulava seus jovens a uma cultura de responsabilidade, ser um “bom cristão e honesto cidadão” é na verdade sentir-se responsável por todas as esferas sociais. Não é uma questão de ativismo religioso ou de defender uma causa que não nos pertence, mas é sim entender nossa responsabilidade como cidadãos. Essa responsabilidade implica diretamente em pensar nos nossos irmãos, não como “os outros”, mas como semelhantes. Existe uma máxima em várias culturas que diz que “não se ama o que não se conhece” de fato, só podemos amar aquilo que conhecemos, pois é partindo do conhecimento das coisas que aprendemos a valorizá-las. A nova configuração de mundo em que nos encontramos requer de cada cidadão uma postura de cuidado com tudo que nos cerca, sobretudo o meio ambiente. Educar para uma cultura sustentável é buscar criar contato entre os jovens e o meio ambiente, para que conhecendo possam ama-lo e amando possam preservá-lo.
Ao olhar para o céu noturno e ver tantas estrelas Joãozinho Bosco pensava “Se Deus nos deu tanto, o que podemos nós dar a Ele em retribuição?” Talvez nós homens não possamos dar a Deus um presente tão grande como a criação, pois somos muito limitados, porém acredito que o maior presente para um artista é ver que os que desfrutam de sua obra a respeitam e cuidam dela. A criação é a maior obra de arte que existe, ela não é só única, ela é única e inestimável, pois a sua manutenção é a prova de que soubemos respeitar seu Autor. Devemos passar de uma educação consumista e descartável para uma educação preventiva e de cuidado, basta voltar a fonte, voltar a forma de contemplação que Joãozinho fazia ao sentir a brisa nos campos ou ao ver os pássaros que voavam livres, com eles seu pensamento se elevava até Aquele que os deu assas e vida, Aquele que nos dá a capacidade de Ser e de amar, Deus!
S. Ivan Alves-SDB
Refletindo e debatendo...
Será que na nossa realidade, as crianças e jovens são educados a considerar o meio ambiente como sua casa? Partilhe algumas situações positivas e situações que precisam ser revistas.
Quais traços na educação do menino João Bosco, podem nos servir como “luzes” para bem viver a colônia de férias?  
Quais ações podemos adotar nessa colônia de férias para ainda mais valorizar a nossa “casa comum”?
Cultivando a vida...
(Para esse momento, põe-se a disposição papeis coloridos, canetas, e uma caixinha\sacola. Em seguida, pede-se a todos os animadores que escrevam uma característica que mais lhe chamou a atenção nos textos formativos de hoje. Depois de pôr seus papeis na caixinha, faz-se  um “sorteio”, e cada participante o  terá como  compromisso para a colônia de férias)
Comentarista- Amigos! Este nosso encontro nos ajudou a perceber não só a realidade que as criaturas do Senhor ocuparam na vida de Dom Bosco, mas como contribuíram na formação do seu perfil, orientando suas ações. Que cada um ao tirar da caixinha e receber o seu recadinho, considere ser o próprio Dom Bosco, pedindo que você adote essa característica para essa colônia de férias.
Fontes
http://letras.mus.br/vilma-dantas/1195889/
Liturgia das Horas- Volume compacto (Terça feira da III Semana)

João Bosco, São, 1815-1888. Memórias do Oratório de São Francisco de Sales. Trad. Fausto Santa Catarina; Edição revista e ampliada aos cuidados de Antônio da Silva Ferreira.Brasília: Ed.Dom Bosco,2012.

Formação: 1º ENCONTRO

“Obras do Senhor, bendizei ao Senhor.” (Dn.3, 57)

Com o amigo semeador...
(A oração inicial desse encontro será voltada ao Evangelho de São Mateus, o ambiente deve ser preparado com sementes, plantas, uma bíblia abeta, velas e imagens do mundo).
 Canto: A Terra Deus Deixou.
Leitura Bíblica: Mt. 13, 4-9
Reflexão pessoal de 5 minutos... Partilha rápida de 5 minutos sobre o texto e seu pedido.
Para ajudar na reflexão:
Que tipo de semente eu sou?
Eu busco dar frutos no meu dia-a-dia?
O que pretendo semear na colônia de férias 2016?
Pai-Nosso. Ave Maria.

Oremos:
Ó Deus, que no ato da criação destes vida e forma a todas as coisas, protegei-nos para que sempre cuidemos da criação que é a nossa casa, cultivando de igual forma, a boa semente em nossos corações. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Regando a Semente.
“...Dizia São Boaventura que, através da reconciliação universal com todas as criaturas, Francisco voltara de alguma forma ao estado de inocência original”. Longe deste mo­delo, o pecado manifesta-se hoje, com toda a sua força de destruição, nas guerras, nas várias for­mas de violência e abuso, no abandono dos mais frágeis, nos ataques contra a natureza.
Não somos Deus. A terra existe antes de nós e foi-nos dada. Isto permite responder a uma acusação lançada contra o pensamento ju­daico-cristão: foi dito que a narração do Génesis, que convida a « dominar » a terra (cf. Gn. 1, 28), favoreceria a exploração selvagem da natureza, apresentando uma imagem do ser humano como dominador e devastador. Mas esta não é uma in­terpretação correta da Bíblia, como a entende a Igreja. Se for verdade que nós, cristãos, algumas ve­zes interpretámos de forma incorreta as Escritu­ras, hoje devemos decididamente rejeitar que, do fato de ser criados à imagem de Deus e do man­dato de dominar a terra, se deduza um domínio absoluto sobre as outras criaturas. É importante ler os textos bíblicos no seu contexto, com uma justa hermenêutica, e lembrar que nos convidam a « cultivar e guardar » o jardim do mundo (cf. Gn 2, 15). Enquanto « cultivar » quer dizer lavrar ou trabalhar um terreno, « guardar » significa pro­teger, cuidar, preservar, velar. Isto implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza. Cada comunidade pode to­mar da bondade da terra aquilo de que necessita para a sua sobrevivência, mas tem também o de­ver de proteger e garantir a continuidade da sua fertilidade para as gerações futuras. Em última análise, « ao Senhor pertence à terra » (Sl. 24/23, 1), a Ele pertence « a terra e tudo o que nela exis­te » (Dt 10, 14). Por isso, Deus proíbe-nos toda a pretensão de posse absoluta: “Nenhuma terra será vendida definitivamente, porque a terra per­tence-Me, e vós sois apenas estrangeiros e meus hóspedes” (Lv 25, 23).
FONTE: ( Carta Encíclica LAUDATO SI’, do santo padre FRANCISCO
(SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM p.53-54)
Cuidando do broto.

Aquecimento global: o desafio da geração
“Podemos voltar atrás? Em determinado grau, não, pelo menos em curto prazo. Mas o custo do desenvolvimento feito de qualquer jeito é alto demais para as próximas gerações, e uma resposta deve ser dada imediatamente. Precisamos deixar essa capa que cobre a Terra mais fina – ou pelo menos mantê-la do jeito que ela está hoje.
Quanto mais tempo o homem demorar em implantar as soluções, pior será o futuro – lidar com as mudanças climáticas será mais caro e muito mais difícil. É por isso que o Greenpeace trabalha para pressionar governos e empresas a diminuir as emissões de gases de efeito estufa o mais rápido possível. Por isso pedimos que eles deixem de lado o carvão e o petróleo e invistam em fontes renováveis de energia, conservem suas florestas, repensem práticas agropecuárias, invistam em mobilidade e protejam seus oceanos.
O sol, o vento, os oceanos e a biomassa são as fontes mais promissoras de energia hoje. O mundo não precisa investir em mais usinas a carvão e nucleares e deve investir em alternativas para diminuir o consumo de petróleo por carros, aviões e navios. O mundo precisa de uma matriz elétrica diversificada, planejada em observância aos direitos humanos e ambientais, e de eficiência energética, para que deixemos de jogar energia e dinheiro fora e aproveitemos o máximo da energia produzida. 
As cidades também têm um papel importantíssimo nesse jogo. Elas precisam de sistemas de transporte inteligentes e eficientes, com transporte coletivo de qualidade e restrição ao uso de transporte individual motorizado. Hoje, o setor de transportes representa um quarto do total de consumo de energia global. Por isso é importante também que os carros que ainda rodam nas ruas emitam o mínimo possível de CO2, contribuindo também para o microclima das cidades.
Toda a pressão do consumo crescente de combustíveis fósseis já chegou até ao ar condicionado do planeta, o Ártico. Com as mudanças climáticas, o aquecimento na região acontece duas vezes mais rápido que no resto do mundo. Nos últimos 30 anos, 75% do gelo ártico desapareceu. Como se não bastasse à ameaça a esse frágil ecossistema, as grandes empresas petrolíferas estão em uma irresponsável missão de prospecção de petróleo em suas águas, aproveitando-se do seu derretimento e acelerando a destruição do Ártico.
Os governos precisam mover todos os seus esforços para manter as florestas em pé e preservar os oceanos, dois importantes sumidouros de CO2 que estão sob forte ameaça.
O mundo precisa, acima de tudo, que as pessoas queiram fazer a mudança, do cidadão comum aos engravatados que dirigem países e empresas. O momento da ação é agora. Os próximos bilhões de habitantes da Terra agradecerão’’.
FONTE:(http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Clima-e-Energia/juventude-solar/clima-energia/)

Cultivando a vida.
Material: Três copos com água. Três comprimidos efervescentes. (aqueles com envelope tipo sonrisal)

Coloque três copos com água sobre a mesa.
Pegue três comprimidos efervescentes, ainda dentro da embalagem.
Peça a atenção do grupo e coloque o primeiro comprimido com a embalagem ao lado do primeiro copo com água.
Coloque o segundo comprimido dentro do segundo copo, mas com a embalagem fechada.
Por fim, retire o terceiro comprimido da embalagem e coloque-o dentro do terceiro copo com água.

Estimule a discussão com o grupo, com questões como:
Qual dos três comprimidos+ copos faria mais efeito caso você estivesse passando mal e o bebesse?
Com qual dos três se parece a minha relação com Deus? Eu permito que ele aja "sem embalagem" ou eu o deixo do lado de fora?
Com qual dos três eu me pareço quando levo minha fé para fora da igreja?
E qual dos tipos de terreno eu quero buscar ser na colônia de férias 2016?
Textos bíblicos que você pode relacionar:
Parábola do semeador (Mc 4.1-9; Mt 13.1-9; Lc 8.4-8)

Carta Encíclica LAUDATO SI’, do santo padre FRANCISCOSOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM