quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Formação: 1º ENCONTRO

“Obras do Senhor, bendizei ao Senhor.” (Dn.3, 57)

Com o amigo semeador...
(A oração inicial desse encontro será voltada ao Evangelho de São Mateus, o ambiente deve ser preparado com sementes, plantas, uma bíblia abeta, velas e imagens do mundo).
 Canto: A Terra Deus Deixou.
Leitura Bíblica: Mt. 13, 4-9
Reflexão pessoal de 5 minutos... Partilha rápida de 5 minutos sobre o texto e seu pedido.
Para ajudar na reflexão:
Que tipo de semente eu sou?
Eu busco dar frutos no meu dia-a-dia?
O que pretendo semear na colônia de férias 2016?
Pai-Nosso. Ave Maria.

Oremos:
Ó Deus, que no ato da criação destes vida e forma a todas as coisas, protegei-nos para que sempre cuidemos da criação que é a nossa casa, cultivando de igual forma, a boa semente em nossos corações. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Regando a Semente.
“...Dizia São Boaventura que, através da reconciliação universal com todas as criaturas, Francisco voltara de alguma forma ao estado de inocência original”. Longe deste mo­delo, o pecado manifesta-se hoje, com toda a sua força de destruição, nas guerras, nas várias for­mas de violência e abuso, no abandono dos mais frágeis, nos ataques contra a natureza.
Não somos Deus. A terra existe antes de nós e foi-nos dada. Isto permite responder a uma acusação lançada contra o pensamento ju­daico-cristão: foi dito que a narração do Génesis, que convida a « dominar » a terra (cf. Gn. 1, 28), favoreceria a exploração selvagem da natureza, apresentando uma imagem do ser humano como dominador e devastador. Mas esta não é uma in­terpretação correta da Bíblia, como a entende a Igreja. Se for verdade que nós, cristãos, algumas ve­zes interpretámos de forma incorreta as Escritu­ras, hoje devemos decididamente rejeitar que, do fato de ser criados à imagem de Deus e do man­dato de dominar a terra, se deduza um domínio absoluto sobre as outras criaturas. É importante ler os textos bíblicos no seu contexto, com uma justa hermenêutica, e lembrar que nos convidam a « cultivar e guardar » o jardim do mundo (cf. Gn 2, 15). Enquanto « cultivar » quer dizer lavrar ou trabalhar um terreno, « guardar » significa pro­teger, cuidar, preservar, velar. Isto implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza. Cada comunidade pode to­mar da bondade da terra aquilo de que necessita para a sua sobrevivência, mas tem também o de­ver de proteger e garantir a continuidade da sua fertilidade para as gerações futuras. Em última análise, « ao Senhor pertence à terra » (Sl. 24/23, 1), a Ele pertence « a terra e tudo o que nela exis­te » (Dt 10, 14). Por isso, Deus proíbe-nos toda a pretensão de posse absoluta: “Nenhuma terra será vendida definitivamente, porque a terra per­tence-Me, e vós sois apenas estrangeiros e meus hóspedes” (Lv 25, 23).
FONTE: ( Carta Encíclica LAUDATO SI’, do santo padre FRANCISCO
(SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM p.53-54)
Cuidando do broto.

Aquecimento global: o desafio da geração
“Podemos voltar atrás? Em determinado grau, não, pelo menos em curto prazo. Mas o custo do desenvolvimento feito de qualquer jeito é alto demais para as próximas gerações, e uma resposta deve ser dada imediatamente. Precisamos deixar essa capa que cobre a Terra mais fina – ou pelo menos mantê-la do jeito que ela está hoje.
Quanto mais tempo o homem demorar em implantar as soluções, pior será o futuro – lidar com as mudanças climáticas será mais caro e muito mais difícil. É por isso que o Greenpeace trabalha para pressionar governos e empresas a diminuir as emissões de gases de efeito estufa o mais rápido possível. Por isso pedimos que eles deixem de lado o carvão e o petróleo e invistam em fontes renováveis de energia, conservem suas florestas, repensem práticas agropecuárias, invistam em mobilidade e protejam seus oceanos.
O sol, o vento, os oceanos e a biomassa são as fontes mais promissoras de energia hoje. O mundo não precisa investir em mais usinas a carvão e nucleares e deve investir em alternativas para diminuir o consumo de petróleo por carros, aviões e navios. O mundo precisa de uma matriz elétrica diversificada, planejada em observância aos direitos humanos e ambientais, e de eficiência energética, para que deixemos de jogar energia e dinheiro fora e aproveitemos o máximo da energia produzida. 
As cidades também têm um papel importantíssimo nesse jogo. Elas precisam de sistemas de transporte inteligentes e eficientes, com transporte coletivo de qualidade e restrição ao uso de transporte individual motorizado. Hoje, o setor de transportes representa um quarto do total de consumo de energia global. Por isso é importante também que os carros que ainda rodam nas ruas emitam o mínimo possível de CO2, contribuindo também para o microclima das cidades.
Toda a pressão do consumo crescente de combustíveis fósseis já chegou até ao ar condicionado do planeta, o Ártico. Com as mudanças climáticas, o aquecimento na região acontece duas vezes mais rápido que no resto do mundo. Nos últimos 30 anos, 75% do gelo ártico desapareceu. Como se não bastasse à ameaça a esse frágil ecossistema, as grandes empresas petrolíferas estão em uma irresponsável missão de prospecção de petróleo em suas águas, aproveitando-se do seu derretimento e acelerando a destruição do Ártico.
Os governos precisam mover todos os seus esforços para manter as florestas em pé e preservar os oceanos, dois importantes sumidouros de CO2 que estão sob forte ameaça.
O mundo precisa, acima de tudo, que as pessoas queiram fazer a mudança, do cidadão comum aos engravatados que dirigem países e empresas. O momento da ação é agora. Os próximos bilhões de habitantes da Terra agradecerão’’.
FONTE:(http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Clima-e-Energia/juventude-solar/clima-energia/)

Cultivando a vida.
Material: Três copos com água. Três comprimidos efervescentes. (aqueles com envelope tipo sonrisal)

Coloque três copos com água sobre a mesa.
Pegue três comprimidos efervescentes, ainda dentro da embalagem.
Peça a atenção do grupo e coloque o primeiro comprimido com a embalagem ao lado do primeiro copo com água.
Coloque o segundo comprimido dentro do segundo copo, mas com a embalagem fechada.
Por fim, retire o terceiro comprimido da embalagem e coloque-o dentro do terceiro copo com água.

Estimule a discussão com o grupo, com questões como:
Qual dos três comprimidos+ copos faria mais efeito caso você estivesse passando mal e o bebesse?
Com qual dos três se parece a minha relação com Deus? Eu permito que ele aja "sem embalagem" ou eu o deixo do lado de fora?
Com qual dos três eu me pareço quando levo minha fé para fora da igreja?
E qual dos tipos de terreno eu quero buscar ser na colônia de férias 2016?
Textos bíblicos que você pode relacionar:
Parábola do semeador (Mc 4.1-9; Mt 13.1-9; Lc 8.4-8)

Carta Encíclica LAUDATO SI’, do santo padre FRANCISCOSOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM




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