sábado, 9 de novembro de 2013

7º ATO: “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”.

 (Entra em cena a personagem do Semeador de Sonhos e se posiciona em um banco na lateral do cenário. Enquanto entra, toca a música: ABERTURA, disponível para download em nosso skydrive, clique no nome da música para baixar)

Semeador de Sonhos: Nossa aventura está chegando ao fim. Quem será que é o Jesus escondido? Não sei dizer! Só sei que muita coisa mudou na vida daquele povo desde a chegada dos missionários. Seu Pedro fez as pazes com a sogra, conseguiu dizer aos filhos o quanto os ama, deixou de implicar com Dona Ester porque ela vai à Igreja. Os filhos estão mais tranquilos e esforçados. Dona Ester continua sendo a coluna que sustenta a família na fé. Mas, quem será o Cristo escondido? Já suspeitaram até do próprio missionário, pois ele trouxe a paz para as famílias daquele lugar...

(Toca a música: MISSIONÁRIOS)

Missionário: Estamos encerrando nossas visitas hoje, meus irmãos! Foi muito bom estar com vocês... Quero que continuem buscando o Cristo escondido... Tenham certeza que Ele está morando neste lugar! Não conseguimos descobrir quem ele é, mas a busca valeu a pena.

Dona Ester: Mas, missionário... não é possível que num lugar pequeno como esse o senhor não tenha descoberto quem é o Cristo escondido!

Missionário: Na verdade eu descobri... mas vocês é que precisam encontrá-lo!

Seu Pedro: Então é verdade? Ele está aqui?

Missionário: Sempre esteve!

Emanuel: Eu acho que pode ser meu pai!

Dona Matilde: De jeito nenhum! Ele só lavou meus pés porque achava que era eu! Esse safado parou de beber pra enganar os outros!

Dona Ester: Pare com isso, mamãe! O Pedro deixou de beber porque escolheu a nós, sua família!

Seu Pedro: Eu acho que pode ser minha mulher! Ela é tão dedicada às coisas de Deus, e ainda arruma um tempinho pra cuidar de nós lá em casa!

Dona Ester: Não sou eu, Pedro. Tenho procurado demais o Cristo escondido... mas não sei quem é.

Mariana: Acho que somos todos nós!

Pedrinho: Como assim?

Seu Pedro: Pois é, minha filha! Que história é essa?

Mariana: Vocês não veem como tudo mudou lá em casa depois que nós passamos a procurar esse Jesus escondido? Todos nós passamos a nos amar mais, nos respeitar mais... o pai parou de beber, a vovó deixou mais de implicar com ele por tudo... o Pedrinho está mais comportado... todos nós mudamos.

Missionário: Brilhante! Vocês desvendaram o grande mistério! Cristo está escondido em cada um de vocês aqui... vocês não conseguem enxergá-lo se olhando no espelho, mas podem encontrá-lo cada vez que olham uns para os outros! Só assim vocês podem ser mais felizes, fazendo tudo como Ele fez, vivendo como Ele viveu! Sonhem e sejam felizes!

Semeador de Sonhos: E assim o mistério do Cristo escondido foi revelado: Ele habita em cada coração que o busca verdadeiramente!

(Encerra o teatro com a música: “UM DIA UMA CRIANÇA ME PAROU” – do Padre Zezinho, interpretada pelo Semeador de Sonhos como história vivida por ele mesmo)

Um dia uma criança me parou,
Olhou-me nos meus olhos a sorrir.
Caneta e papel na sua mão,
Tarefa escolar a cumprir.
E perguntou no meio de um sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou,
Sonhar como Jesus sonhou,
Pensar como Jesus pensou,
Viver com Jesus viveu.
Sentir o que Jesus sentia,
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar o fim do dia
Eu sei que eu dormiria muito mais feliz. (2x)

Ouvindo o que eu falei ela me olhou
E disse que era lindo o que eu falei.
Pediu que repetisse, por favor,
Mas não falasse tudo de uma vez.
E perguntou no meio de um sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Depois que eu terminei de repetir,
Seus olhos não saiam do papel.
Toquei no seu rostinho e a sorrir
Pedi que ao transmitir fosse fiel.
E ela deu-me um beijo demorado

E ao meu lado foi dizendo assim.

Semeador de Sonhos: Um dia escutei de um semeador de sonhos chamado P Ivan Teófilo:

Descobri que toda vida é feita de despedida
Que nasci pra caminhar, pra ir além, pra deixar e pra viver só do que vem
E quando o que vem chegar ainda ir e viver só de partir
Partir não me faz sofrer
É parar, é não ir, é desistir
Quem parte e não tem medo de se perder
Vai chegar e entender que só se perde quem não for
Quem vai por qualquer caminho jamais andará sozinho
Porque há sempre alguém partindo pra alguma parte
E quem parte reparte vida e caminho...

Levarei vida e caminho para outros lugares! Tenham fé na caminhada! Cristo vive em cada um de vocês! Nunca parem de sonhar!

(Encerramento com a música: SEMENTE DO AMANHÃ, de Gonzaguinha)

Ontem um menino que brincava me falou:
Hoje é semente do amanhã!
Para não ter medo, que esse tempo vai passar.
Não se desespere e nem pare de sonhar!
Nunca se entregue! Nasça sempre com as manhãs!
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar!
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá!
Nós podemos tudo! Nós podemos mais!
Vamos lá fazer o que será!

5º ATO: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.

(Entra em cena a personagem do Semeador de Sonhos e se posiciona em um banco na lateral do cenário. Enquanto entra, toca a música: ABERTURA, disponível para download em nosso skydrive, clique no nome da música para baixar)

Semeador de Sonhos: O mistério está perto de ser desvendado! Quase todos já são suspeitos de ser o Cristo escondido... Como vamos saber quem ele é?

(No cenário, já posicionados, o missionário e os moradores para a pregação do dia)

Missionário: Quase uma semana já se passou... alguém tem alguma pista pra nos dar?

Judite: Olha, senhor... tá meio difícil de encontrar, viu?! Não ouvi ninguém dizer que Ele está em sua casa... pelo contrário, todo mundo diz que de jeito nenhum pode estar por aqui... bem que dizem que santo de casa não faz milagre, né?!

Missionário: É verdade, senhora! Muitas vezes não damos valor àquelas pessoas que convivem conosco... por exemplo, quem já disse hoje que ama seus pais? Ou qual pai já falou pro seu filho que o amava? Parece que as pessoas não sabem mais o que é isso.

Emanuel: (falando pra Pedrinho e Mariana) Papai mesmo, nunca disse que nos amava.

Pedrinho: É verdade! Se eu chego perto dele, acha que eu quero dinheiro e me põe pra correr... se ele chega perto de mim, eu é que acho que ele vai me bater, e acabo correndo... nunca chego nem perto de painho! Ave Maria!

Mariana: Talvez nós também nunca tenhamos dito que o amamos. Sei que é difícil quando ele bebe e chega em casa sem falar coisa com coisa, ou mesmo querendo bater em nós. Mas ainda acredito que ele pode ser o Senhor Jesus! Não veem que mesmo com o vício dele, nunca nos faltou o que comer em casa? Ele sempre se esforçou para que não faltasse nada para nós. Quem sabe se nós falássemos que o amamos, ele atenderia nosso pedido pra parar de beber?!

Dona Matilde: Calem a boca, meninos! Escutem o que o missionário está falando!

Missionário: Conversando com algumas pessoas, descobrimos mais uma pista: Jesus está naquele que age com misericórdia, perdoa os que lhe ofendem assim como Ele perdoou na cruz aqueles que o matavam.

Emanuel: Eu quero fazer isso que o missionário disse!

Mariana: O que, Emanuel?

Emanuel: Eu nunca disse a meu pai que o amava... Sei que ele não espera que eu o faça, mas eu sempre quis ouvir isso dele também. Não vou mais esperar. Quero fazer a minha parte! E vai ser hoje!

Mariana: Vamos juntos, então! E por falar nele... lá vem o pai, ali.

(Seu Pedro entra em cena)

Emanuel: Pai! Quero te dizer uma coisa que eu nunca disse...

Seu Pedro: Ave Maria, Emanuel! O que é? Pelo amor de Deus!

Emanuel: Eu te amo, pai!

Mariana: Eu também te amo, pai!

Pedrinho: Eu (e sai correndo com medo de apanhar) também!...

Emanuel: Todos esses anos quis dizer isso pro senhor... mas nunca tive a oportunidade, ou a coragem. Hoje senti a coragem pra tentar... e acho que consegui.

Seu Pedro (emocionado): Meus filhos! Todos esses anos sofri pensando que era o pior pai do mundo. Durante muito tempo achei que vocês não gostavam de mim, e que só sua mãe é que tinha espaço no coraçãozinho de vocês. No começo foi duro... mas a bebida me ajudou a superar tudo. Quando bebo, na verdade, esqueço tudo o que me preocupa e inquieta. Eu bebi esses anos todos por achar que vocês não me amavam do jeito que eu sou! Eu amo muito vocês!

(Seu Pedro, Mariana e Emanuel se abraçam emocionados)

Semeador de Sonhos: Quantas pessoas passam pelos mesmos dramas... Talvez você não tenha um pai bêbado em casa, mas passe pela mesma situação de nunca ter escutado dele que amava você. Ou talvez você tenha um bêbado em casa, e não consegue de jeito nenhum ver Jesus nele... Mais que ninguém, ele precisa ser amado! Ser pobre de coração é se desapegar de si mesmo, de todos os seus preconceitos, e ir ao encontro do outro, se essa for a vontade de Deus. Não esperem por seus pais! Digam a eles que vocês os amam! Vocês verão a grande diferença disso na vida de vocês! Até amanhã!

4º ATO: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”.

(Entra em cena a personagem do Semeador de Sonhos e se posiciona em um banco na lateral do cenário. Enquanto entra, toca a música: ABERTURA, disponível para download em nosso skydrive, clique no nome da música para baixar)

Semeador de Sonhos: O povoado está em alvoroço! Todo o povo quer saber quem é o Cristo escondido! Mas nem tudo são flores... procurando a perfeição nas pessoas, algumas terminaram sendo injustiçadas...

Dona Ester: Judite, tu não sabe quanta coisa horrível estão falando de tu...

Dona Judite: O que é Ester? Ave Maria! Eu não estou sabendo de nada!

Dona Ester: Ave Maria! É tão assim, que eu nem sei se falo ou não?!

Dona Judite: Sangue de Cristo, mulher! Diz logo, pelo amor de Deus!

Dona Ester: Estão dizendo que você só fala da vida dos outros, que vive semeando discórdia... só pode ser o “Cão” vivendo entre nós!

Dona Judite: (chorando escandalosamente) Valha-me Nossa Senhora! Que coisa horrível! E agora? O que eu vou fazer?

Dona Ester: Se eu fosse você, pedia pra falar depois da pregação do missionário.

Semeador de Sonhos: Falar mal das pessoas é como estourar um travesseiro de penas ao vento... mesmo que você queira recolher todas as penas depois, nunca conseguirá. Será que, se justificando ou pedindo desculpas, Dona Judite terá paz novamente?

Missionário: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
Povo: Para sempre seja louvado!

Missionário: “Bem aventurados os que fome e sede de justiça, porque serão consolados”! Jesus sofreu muitas perseguições no seu tempo, e aqui também pode acontecer. Ele lutava pelo povo excluído, os pobres, os doentes, marginalizados...

Dona Judite: (interrompendo o missionário) Olhe, irmão... por falar em justiça, eu estou sendo muito injustiçada aqui! Estão falando que eu não posso ser o Cristo escondido de jeito nenhum, que devo ser é o “Cão”!

Povo: (Todos riem, menos Dona Ester)

Missionário: Silêncio, gente! Vamos escutar a nossa irmã!

Dona Judite: Olhe, irmão! Eu passo o dia todo na janela da minha casa esperando todos os dias meu marido voltar. Ele me deixou pra ir trabalhar lá na capital, e disse que quando melhorasse as condições ia vir me buscar. O povo tá dizendo por aí que eu fico lá só olhando a vida do povo pra falar mal depois... Mas minha Nossa Senhora Auxiliadora é testemunha que eu nunca falei mal de ninguém por aqui.

(Entrando um homem carregando uma mala pelo meio da plateia)

Marcos: Judite?

Dona Judite: Ai meu Deus! Marcos? É você?

Marcos: Claro que sou eu! Vim te buscar!

(Correndo se abraçam, enquanto o povo fica comovido)


Semeador de Sonhos: Nem tudo é do jeito que achamos que seja. Dona Judite foi injustiçada. Falaram mal dela. Mas como Jesus prometeu, felizes são aqueles que tem fome de justiça, serão saciados. Além da justiça ter sido feita quando o verdadeiro motivo de Dona Judite estar sempre na janela foi revelado, o que ela tanto sonhou aconteceu, provando que ela estava certa no que estava falando. Nunca devemos julgar os outros pelas aparências! Demos aos outros o direito de serem quem são e se apresentarem como tais! Nada mais triste que ser o que os outros pensam de você e não o que você é realmente... pense nisso! E a busca pelo Cristo escondido continua... quem será ele? Até amanhã!

3º ATO: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra”.


(Entra em cena a personagem do Semeador de Sonhos e se posiciona em um banco na lateral do cenário. Enquanto entra, toca a 
música: ABERTURA, disponível para download em nosso skydrive, clique no nome da música para baixar)

Semeador de Sonhos: O primeiro milagre que Jesus operou naquela família foi fazer as pazes entre Seu Pedro e Dona Matilde. As brigas não vão acabar de uma hora pra outra... mas Seu Pedro já demonstrou o cuidado que tem com sua sogra. Dona Ester está radiante, e beata como ela é, só quer viver na Igreja agora, rezando e agradecendo pela paz que começa a nascer em sua casa.

(Primeira cena: conversa de Seu Pedro e Mariana em casa)

Seu Pedro: Ester! Ester! Cadê essa mulher?

Mariana: Foi pra Igreja, painho!

Seu Pedro: Essa hora? Quem vai fazer o almoço?

Mariana: Eu! Vou fazer miojo com ovo pra todo mundo!

Seu Pedro: Miojo? O que danado Ester foi fazer na Igreja essa hora?

Mariana: Ela disse que precisava rezar pra todos os santos que ela tinha pedido uma graça!

Seu Pedro: Todos os santos! Faz até graça! Desse jeito ela vai morar lá nos próximos anos! Ester sabe mais nome de santo do que eu de cachaça!

Mariana: Ave Maria, painho! Fale assim de mainha não!

(Segunda cena: início de briga envolvendo Pedrinho e os amigos no futebol. Pedrinho e alguns figurantes entram pelo meio do público trazendo uma bola na mão e discutindo algum erro de jogo)

Pedrinho: A culpa foi minha, eu já disse, e já pedi desculpas!

Amigo 1: A gente perdeu por sua culpa! Seu...

Pedrinho: (interrompendo a fala do amigo 1) Vê lá o que você vai dizer! Não lhe faltei com respeito, e já pedi desculpas!

Amigo 2: Ele tá certo! Deixa de confusão, rapaz!

(Emanuel observava a história de longe. Ao se aproximar os amigos correm e ele conversa com Pedrinho)

Emanuel: Pedrinho? O que está acontecendo?

Pedrinho: Eles queriam me bater porque eu fiz um gol contra no jogo e nós perdemos.

Emanuel: (Bravo) E porque você não bateu neles antes? Você é maior que eles!

Pedrinho: Eu estava errado! Eu assumi a culpa! Além disso, ouvi o missionário falar hoje pela manhã que os mansos herdarão a terra... Sempre sonhei em ser fazendeiro!

Emanuel: Deixa de ser besta! Num é desse tipo de terra que ele estava falando.

Pedrinho: Não?! Pois eu vou agorinha atrás deles!

Emanuel: (segundando Pedrinho) Calma, meu irmão! Não é assim que se resolvem as coisas! Vamos pra casa!

(Chegando em casa, estão na sala Seu Pedro, Dona Matilde, Mariana, Pedrinho e Emanuel. Depois chega Dona Ester)

Seu Pedro: Eita! Que copo é esse aí? (apontando para alguns copos que estão na mesa perto de um rádio) O Senhor ouviu minhas preces? Mandou tudo isso só pra mim?! (E pegando um copo, bebe e cospe tudo).

Dona Matilde: Isso é água, cachorro! Não é cachaça não!

Seu Pedro: Ester? O que danado você foi fazer na Igreja? Saiu cedinho que ninguém nem viu! Não dá mais atenção pra gente de casa... Assim não dá!

Dona Ester: Desculpe, Pedro! Não fiz por mal. Estava rezando e louvando a Deus por vocês todos estarem mudando aqui em casa. Só falta você deixar de beber... que, por sinal... você não bebeu ainda hoje... Tanto que eu rezei a novena de Nossa Senhora Auxiliadora, dos Impossíveis, de Santa Rita, de São Miguel...

Seu Pedro: (interrompendo) Sim... tá bom... eu sei! De todos os santos... Eu agradeço por ter rezado por nós... mas da próxima, avisa! Agora, eu vou ver se o bar já abriu... é que saí logo cedo e o seu Biu não estava lá ainda!

Dona Ester: Sangue de Cristo! Te orienta, homem! Tu tem problemas com o álcool!

Seu Pedro: Tenho mesmo, o bar tá fechado! Tem problema maior? Fui!!!!

(Seu Pedro sai de cena)

Dona Ester: Ave Maria! Já quebrou minha unção! E agora? Vou ter que voltar pra rezar de novo! Ah! Vou tomar minha água benta do Padre Marcelo!

Mariana: E por falar no padre, aqui tá os copos que a senhora mandou colocar na frente do rádio pra ele abençoar... num sei se ele abençoou... liguei o rádio só agora e já tinha acabado o programa.

Dona Ester: Ave Maria, Mariana... num diga uma coisa dessa não! Tu num sabia que era pra ligar o rádio logo cedo pra ouvir os programas todos e abençoar a água?!

Mariana: Oxe, mainha... eu esqueci! Também, a senhora num fez nem almoço hoje... só sobra pra mim!

Dona Ester: Olha, menina... Não vou me irritar com você hoje não. Só tenho a agradecer porque Deus é muito bom conosco!


Semeador de Sonhos: A mansidão reinou hoje na nossa história... Será que Jesus não está escondido mesmo nessa família? Pedrinho, mesmo sem intenção, agiu com mansidão no jogo de futebol, não revidando às provocações de seus amigos irritados. Seu Pedro parece ter cedido ao acolher as orações de Dona Ester, que nem fez o escândalo que faria por sua água não ter sido abençoada por esquecimento de sua filha... Parece que as coisas estão melhorando por aqui... Continuemos amanhã, procurando o Cristo escondido! Ah! E se você tiver alguma dica... fale comigo!!!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

2º ATO: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”.


(Entra em cena a personagem do Semeador de Sonhos e se posiciona em um banco na lateral do cenário. Enquanto entra, toca a 
música: ABERTURA, que será a música tema do Semeador de Sonhos. A música está disponível para download em nosso skydrive, clique no nome da música para baixar)

Semeador de Sonhos: Depois de saber que Jesus estava morando disfarçado no vilarejo, todo mundo se arriscou a pesquisar quem seria ele. Nas calçadas não se falava em outra coisa. Será mesmo possível que Cristo esteja morando por essas bandas? Não sei... O que sei é que muita coisa mudou depois que essa notícia se espalhou...

(A cena de hoje se passa dentro da casa da família. Estão na sala)

Marília: Vovó! Vovó! A senhora está bem?

Dona Matilde: Ai, Mariana! É o meu coração!

Marília: Ave Maria! Mainha! Vovó tá morrendo!

Seu Pedro: Eita! Vamos ter festa em casa hoje!

Dona Ester: (chorando exageradamente) Pare com isso, Pedro! Não tá vendo que a coisa é séria?

Dona Matilde: Ele tá doido pra me ver morta! Ainda vai cuspir no meu caixão!

Seu Pedro: Essa fila eu não vou enfrentar não!

(Dona Matilde desmaia)

Emanuel: Chore não, mainha! Todo dia vovó tem isso e não morreu ainda!

Seu Pedro: Vou começar a convidar meus amigos pra cavar uma cova de 100 metros de profundidade... vai lá que ela não tenha morrido e queira voltar! Precisamos nos certificar!

Pedrinho: (rindo alto perto da mãe) Ela vai cavar é muito!

Dona Ester: Sangue de Cristo! Esse menino não tem jeito! Ave Maria!

(Dona Ester dá uma tapa em Pedrinho, que sai correndo e chorando, enquanto Dona Matilde acorda do desmaio)

Dona Matilde: O que aconteceu, minha filha?

Dona Ester: A senhora desmaiou, mamãe! Está sentindo alguma coisa?

Dona Matilde: Fome, minha filha!

Seu Pedro: Vamos embora, Emanuel! Acabou a festa! Não foi dessa vez que a velha partiu. Vamos na praça... tá quase na hora da pregação do missionário. Quero saber se ele já tem alguma suspeita.

(Chegando à praça, o missionário já está posicionado para a pregação)

Missionário: Hoje recebemos uma pista para encontrar Jesus. Quem lavar os pés dele, com amor, aparecerá uma marca, e ele se revelará. Mas não adianta sair por aí lavando os pés de todos... Jesus necessita que lavem seus pés porque ele não consegue fazer sozinho.

(Seu Pedro volta pra casa, e encontra Dona Matilde sozinha na sala)

Dona Matilde: Que milagre é esse? Você não bebeu hoje?

Seu Pedro: Nem venha, velha chata!

Dona Matilde: Não brigue comigo! Olhe o meu coração! A propósito, preciso que lave os meus pés! Estão imundos!

Seu Pedro: E a senhora quer que eu lave?

Dona Matilde: Está vendo mais alguém aqui? Aqui está a bacia... vamos!

Seu Pedro: (Lembrando das palavras do missionário) Tá bem... vou lavar!

(Tomando a bacia e a jarra, lava os pés da sogra e percebe que nenhuma marca aparece. Enquanto ele lava, entram em cena Dona Ester e os três filhos)

Dona Ester: (chorando) Eu não acredito no que eu estou vendo!

Seu Pedro: Não é nada disso, mulher!

Dona Ester: Eu sempre rezei pra Nossa Senhora dos Impossíveis fazer as pazes entre vocês! Deus seja louvado! Foi a água benta do Padre Marcelo! Eu num disse, Mariana, que dava certo?

Mariana: Ave Maria, mainha! É verdade!

Seu Pedro: Eu lavei porque o missionário disse que Jesus não consegue lavar os próprios pés, e precisa de alguém que o faça. Cheguei aqui, ela estava pedindo pra lavar... Ainda achei que pudesse ser, mas não apareceu nenhuma marca como o missionário tinha dito. Não é ela!

(Todos começam a conversar ao mesmo tempo, enquanto o Semeador de Sonhos encerra a cena)

Semeador de Sonhos: Seu Pedro não entendeu que tipo de marca o missionário estava falando. Dona Ester foi consolada de suas lágrimas a partir do amor que se revela entre seu marido e sua mãe... mas será que eles vão parar de brigar? Acho que não! Eles só brigam porque se importam um com o outro! Eles só discutem porque se amam! Mas quem será o Cristo? Os dias estão passando rápido! Precisamos procura-lo! Até amanhã!

1º ATO: “Bem-aventurados os pobres de coração, porque deles é o reino dos céus”.

(Entra em cena a personagem do Semeador de Sonhos e se posiciona em um banco na lateral do cenário. Enquanto entra, toca a música: ABERTURA, que será a música tema do Semeador de Sonhos. A música está disponível para download em nosso skydrive, clique no nome da música para baixar)

Semeador de Sonhos: Bom dia! Sou o Semeador de Sonhos, caminho de cidade em cidade, percorro os mais diversos lugares desta terra recolhendo da experiência do povo as sementes de felicidade que podem ser plantadas em outras terras. Hoje apresento a vocês uma história curiosa, e um tanto engraçada, de um vilarejo lá do sertão que recebeu a visita de um grupo de missionários... acompanhemos com atenção!

(Entra o missionário, ou um grupo deles, em procissão, pelo meio da plateia, enquanto toca a música: MISSIONÁRIOS  . Junta-se a eles todos os demais personagens, habitantes do vilarejo. Em posição de destaque, se possível mais alto que os demais, o missionário começa sua pregação.)

Missionário: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!

Povo: Para sempre seja louvado!

Missionário: Viemos aqui atraídos por uma grande notícia! Foi-nos revelado que o Senhor Jesus está neste vilarejo, escondido, vivendo como um morador desse lugar. Precisamos descobrir quem é. Não sabemos se está na pele de homem ou de mulher, de menino ou de jovem. Sabemos apenas uma pista para encontrá-lo: Dizem que por onde ele passa as pessoas se tornam mais felizes! Voltem para as casas de vocês! Mas lembrem: Jesus pode estar morando lá! Encontrem-no!

(Saem de cena os missionários e ficam apenas os habitantes do vilarejo, conversando em alvoroço. Enquanto todos parecem estar conversando, dá-se o diálogo entre Dona Ester e Judite).

Dona Ester: Louvado seja Deus! Tá vendo, abençoada! Bem que eu notei que a gente estava vivendo no céu! Eu escutei quando o Padre Marcelo disse na rádio que o céu é o lugar onde eu quero viver. O Padre Manzotti disse a mesma coisa outro dia, que a família da gente é o lugar onde Deus habita... mas na minha casa ele não tá não, comadre! Meu marido, esse traste, só vive bêbado... isso é coisa do chifrudo! Já rezei tanta novena, mas ele não para de beber, não sei mais o que faça...

Judite: Nem me fale, comadre! É um sacrilégio achar que Seu Pedro é o Senhor Jesus... Mas pode até ser algum de seus filhos né? Olha a Marília, ela é uma menina de ouro!

Dona Ester: Será? Ela até que tem um bom comportamento, é esforçada nos estudos e me ajuda muito em casa, principalmente tomando conta de mamãe, que está com a saúde fraquinha, não sabe?! Emanuel não pode ser... Ele só tem o nome de “Deus Conosco”, mas aquele puxou ao pai... só quer viver na farra, agora. Pedrinho... Ave Maria! Danado do jeito que é... nem arrisco dizer quem ele podia ser!

Judite: Cruz, credo, Ester! Num diz isso do menino não!

(Continuam a conversar, enquanto fala o Semeador de Sonhos)

Semeador de Sonhos: O povoado está em alvoroço! Quem honra ter o próprio Cristo morando na sua casa, como membro de sua família! Mas como vão desvendar esse mistério? Será que a Dona Ester tem razão? Será que não é nenhum dos habitantes da casa dela? Isso eles vão ter que descobrir!

Seu Pedro: Mulher! (grita com Dona Ester)

Dona Ester: Ave Maria, Pedro! Tu não respeita nem os missionários! Já estás bêbado de novo?! Vamos pra casa! Sangue de Cristo tem poder!

Seu Pedro: Eita! Ela agora quer mandar em mim! Vai me fazer passar vergonha aqui é? Vai não, viu?! Mas eu vou pra casa sim, porque eu quero!

Dona Ester: Cala a boca, Pedro! Já sei que lá em casa mesmo, Jesus não está! O missionário disse que as pessoas que passavam por ele são mais felizes... e tu só me traz aperreio, homem! Passa pra casa! Vamos mamãe! Vamos crianças!


(Dona Ester toma Seu Pedro pelo braço e sai arrastando a família para fora da cena enquanto toca a música: VIDA DE VIAJANTE)

7º DIA: Alberto Marvelli


Dom Bosco costumava dizer que todo jovem que adentra uma obra salesiana fora conduzido por N. Sra. Auxiliadora, demonstrando, assim que o amor materno da Mãe de Deus é um dos elementos presentes na educação de toda juventude salesiana.

Assim, ao longo da história, muitos jovens tiveram como fonte de evangelização os Salesianos de Dom Bosco, os quais sempre os motivaram a buscar a santidade, mediante o seguimento de Cristo com uma fórmula bem simples, ensinada por Dom Bosco, a qual foi sintetizada em três palavras: alegria, piedade e estudo. Com isto, alguns jovens conseguiram trilhar os caminhos da santidade, dentre eles, destacamos o jovem ex-aluno salesiano, Alberto Marvelli.

Nascido em 21 de março de 1918, na cidade de Ferrara, Itália, era o segundo de sete irmãos. Passou a frequentar o oratório salesiano, quando sua família se transferiu para Rimini, devido à transferência de seu pai por motivo de trabalho. Naquele tempo, contava com 13 (treze) anos. A disponibilidade era uma de suas virtudes, o que lhe propiciou o título de braço direito dos salesianos daquela localidade, sendo catequista e animador oratoriano.

Adotou como modelos de santidade: São Domingos Sávio e Pedro Jorge Frassari. Era um jovem robusto e de temperamento forte, tendo dentre suas qualidades, o prazer e amor pelos esportes. Em 1936, quando tinha 18 anos, foi eleito presidente da Ação Católica. Naquele mesmo ano, iniciou seus estudos universitários de Engenharia na Universidade de Bolonha. Participava ativamente da Federação dos Universitários Católicos Italianos. Em junho de 1942, concluiu seus estudos e começou a trabalhar na empresa Fiat na cidade de Turim.

Durante a Segunda Guerra Mundial foi um verdadeiro apóstolo entre os refugiados e pobres. Após o fim da referida guerra, com a entrada dos aliados em Rimini, foi nomeado engenheiro responsável pela Engenharia Civil do Secretariado da Habitação e Reconstrução. Seu slogan era: “Os pobres passem à frente, os outros podem esperar”.

Era cidadão comprometido politicamente, havendo aceito participar das eleições nas listas da Democracia Cristã. Tinha como pilares de sua vida cristã, a Eucaristia e a devoção a Nossa Senhora. Tendo como hábito a frequência diária a Eucaristia.

O seu retorno ao Pai Eterno se deu no dia 5 de outubro de 1946, após atropelamento por um caminhão militar. Tinha 28 (vinte e oito) anos. Assim, concluía-se a vida terrena deste jovem ex-aluno salesiano, cujo alcançou em sua jornada aquilo que Dom Bosco pedia a seus jovens: tornara-se um “bom cristão e honesto cidadão” com um coração salesiano. Ficou conhecido como o “Engenheiro da Caridade”. Seu lema foi: “Ou viver subindo, ou morrer”.

6º DIA: Madalena Morano

No ano de 1857 aconteceram três fatos muito importantes na vida de Madalena Morano, dos quais ela se recordou durante toda a vida e, talvez, esses fatos marcaram sua vocação e sua maneira de trabalhar em prol dos mais necessitados.

Primeiramente, após a morte de seu pai e sua irmã, Madalena teve de ajudar a mãe nos afazeres da tecelagem. Todo fim de mês elas iam até a cidade para entregar as encomendas aos fregueses e, ao mesmo tempo, comprar mais materiais para que pudessem continuar seus trabalhos. No fim do mês de março, enquanto voltavam da cidade, foram surpreendidas por dois bandidos que roubaram as sacolas de sua mãe. Madalena então rogou a São José para que nada de mal acontecesse com sua mãe. Foi então que surgiu um robusto homem, trajado com roupas de carpinteiro, que rapidamente espantou os bandidos. Esse homem acompanhou-as até o pequeno vilarejo onde moravam e, quando as duas se voltaram para lhe agradecer tamanha generosidade, ele desapareceu.

Outro fato de grande importância foi a sua Primeira Comunhão. Alguns dias depois do assalto e, segundo Madalena, a “aparição de São José”, exatamente no dia 12 de abril, dia da Ressureição do Senhor (Páscoa), a pequena Madalena Morano recebe a sua Primeira Comunhão. Fato muito importante para sua vida, pois foi neste dia que ela disse que seria “toda do Senhor”. Muitas irmãs que conviveram com ela dizem do quanto Madalena dizia da sua primeira comunhão e o quanto ela se alegrava somente em recordar esse acontecimento em sua vida.

Por fim, em outubro deste mesmo ano, Madalena vê uma pessoa que, segundo ela, lhe orientaria por toda a vida. No dia 11 de outubro, os meninos de Dom Bosco terminavam seu passeio de outono pelas vilas de Monferrato, passando pelo vilarejo onde a família Morano residia. A pequena Madalena e seu irmão Pedro subiram em uma árvore para poder ver e ouvir a banda musical dos jovens de Dom Bosco. De cima da árvore ela viu um padre muito alegre e bondoso. Nem pensava que 21 anos mais tarde esse padre seria seu orientador de maneira definitiva.

Madalena Morano consagra-se a Deus como irmã salesiana em 1880, comprometida com votos perpétuos. Dedica toda a sua vida para a expansão das obras salesianas na Sicília. No dia 26 de março de 1908, com 60 anos, Madre Madalena Morano morre em Catânia, após muito sofrer com uma grave doença.

5º DIA: Zeferino Namuncurá

Zeferino nasceu de família altiva e generosa, da tribo valente dos Índios Araucanos, das terras da Patagônia. Se nele a santidade pôde florescer foi porque achou um terreno propício nas qualidades humanas próprias da sua terra e da sua estirpe, qualidades que ele assumiu e aperfeiçoou.

Escolheu para modelo de vida, Domingos Sávio. Antes de tudo tinha a alegria. “Ele sorri com os olhos”, diziam de Zeferino os seus companheiros. Era a alma das recreações, de que participava com criatividade e entusiasmo, por vezes até com irrupção. Sabia fazer mágicas, o que lhe valeu o título de “mago”. Organizava competições, e ensinava aos seus colegas o melhor modo de preparar arcos e flechas, a fim de, ao depois, treiná-los no tiro ao alvo.

Dom Bosco recomendava a Domingos também os deveres de estudo e piedade. No colégio salesiano de Villa Sora, em Frascáti (Itália), Zeferino – embora encontrando dificuldades em língua italiana – conseguiu em poucos meses tornar-se o segundo da classe. No boletim de notas sobressai um ótimo desempenho em língua latina, que para ser sacerdote representava então requisito importante.

A piedade de Zeferino era normal e característica, dos ambientes salesianos, firmemente radicada nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia, considerada “a coluna” do sistema preventivo. Era por isso que Zeferino assumia de boa vontade o encargo de sacristão. Durante os meses da sua permanência em Turim, era visto deter-se por longas horas no Santuário de Maria Auxiliadora, em diálogo íntimo com o Senhor.

Dom Bosco por fim recomendava a Domingos que ajudasse os colegas. A poucos dias da morte, o nosso beato disse ao P. Iorio: “Padre, eu dentro de pouco tempo vou partir, mas recomendo-lhe este pobre jovem que jaz nessa cama perto da minha. Volte com frequência a visitá-lo… Sofre tanto! De noite quase não dorme: tosse muito…”. Isto dizia Zeferino, cujo estado era muito pior e absolutamente não podia dormir.

Ao entrar na Basílica Vaticana pode-se ver bem no alto, no último nicho à direita da nave central, uma grande estátua de São João Bosco, que aponta para o altar e o túmulo de São Pedro. Perto dele estão dois jovens: um de feições europeias, outro com os típicos traços somáticos da gente sul-americana. É evidente a referência aos dois jovens santos: Domingos Sávio e Zeferino Namuncurá. É a única representação de adolescentes presentes na Basílica Vaticana. Permanece assim, fixado no mármore, no coração da cristandade, o exemplo da santidade juvenil e, junto, persiste forjada a perene validade das intuições pedagógicas de Dom Bosco: após um século e meio, na Patagônia como na Itália e em tantos países do mundo, o sistema preventivo amadurou em frutos quase inesperados, formou heróis e santos.

4º DIA: Laura Vicuña

Laura Vicuña nasceu em Santiago do Chile, onde pai era militar e chefe político. Com a queda do governo por uma Revolução, a família precisou fugir de Santiago. Pouco depois, seu pai morreu inesperadamente e sua mãe refugiou-se com as duas filhas na Argentina, onde se uniu com outro homem com quem passa a morar atraída pela oportunidade de oferecer uma vida melhor para Laura e Júlia Amanda.

Em 1900 Laura e sua irmã são acolhidas como internas no Colégio das Filhas de Maria Auxiliadora. Laura era modelo de aluna. Durante a catequese sobre matrimônio descobriu que sua mãe estava em estado de pecado. Decidida em ajudar sua mãe, resolve oferecer a própria vida a Deus contanto que sua mãe abandonasse Manuel. No ano seguinte, fez a Primeira Comunhão e escolheu como modelo de santidade São Domingos Sávio. Também reafirma o propósito: oferecer sua vida em sacrifício a Jesus pela conversão da mãe. Mercedes era mulher de fé, mas orava escondida por ter medo do Manuel.

Nas férias, seu padrasto tentou seduzi-la. Ela se recusa, deixando-o furioso. Voltou para o Colégio como estudante e auxiliar, pois não pagava pensão. Depois de uma grande inundação no colégio, Laura adquiriu uma dolorosa enfermidade nos rins. Ofereceu seu sofrimento a Jesus pela salvação de sua mãe.

Manuel após ter tentado seduzir Laura de novo e ela ter rejeitado, ele a espancou. Em sua última noite, confessa a sua mãe: “Mamãe eu morro! Faz tempo que pedi a Jesus, oferecendo-lhe a minha vida por ti, para obter seu retorno a Deus... Mamãe antes de morrer terei a alegria de seu arrependimento e seu pedido de perdão a Deus e que comeces a viver santamente?”. Mercedes chorando promete.

3º DIA: Domingos Sávio

Domingos nasceu no dia 2 de abril de 1842 em Giovanni di Riva, próximo a Chieri, pertencente à província de Turim, Itália. Membro de uma família pobre em bens materiais, haja vista seu pai, Carlos Sávio, exercer a função de ferreiro e, sua mãe, Brígida ser costureira, além dos afazeres domésticos, contudo rica em fé, alegria e harmonia.
 
Desde muito cedo, encantava a todos com sua maturidade humana e cristã, demonstrada por inúmeros fatos, entre eles: aguardava o padre fora da igreja para auxiliá-lo na missa, mesmo nos dias mais frios e nevados.
 
Foi admitido à primeira comunhão com 7 anos de idade, havendo traçado um projeto de vida, resumido em quatro pontos: “Farei a confissão muitas vezes e comungarei sempre que o confessor permitir. Quero santificar os domingos e dias santos. Meus amigos serão Jesus e Maria. Antes morrer que pecar”.
 
Quando contava com 12 anos de idade, ocorreu o seu encontro com Dom Bosco, o qual mudaria sua vida, uma vez que lhe pediu para que o aceitasse no Oratório de Valdocco, a fim de continuar seus estudos e vir a ser padre.
 
“Então, que lhe parece? Leva-me para Turim, para eu poder estudar?
- Parece-me que o tecido é bom.
- E para que pode servir este tecido?
- Para fazer um belo terno para oferecer ao Senhor.
- Por conseguinte, se eu sou o tecido, seja o meu alfaiate; leve-me consigo e faça um belo terno para Nosso Senhor.”
 
Após ser acolhido no Oratório, pediu a Dom Bosco que o ajudasse a ser santo. Tal decisão ocorreu após uma pregação, na qual o pregador afirmou três pontos: “é vontade de Deus que nos santifiquemos; é muito fácil conseguir este intento; terá um grande prêmio no céu quem conseguir tornar-se santo”.

Dentre as inúmeras virtudes de nosso Santo, temos: a alegria, humildade, serenidade, empenho no cumprimento de seus deveres de estudantes e servir aos outros, zelo para com os doentes, pacificador dos conflitos,...
 
 
 
 
 

2º DIA: Madre Mazzarello

Maria Domingas Mazzarello cresceu em uma família boa, tecidas num ambiente familiar rico de amor humano, fé, diálogo sincero e respeitoso. Descobriu através da experiência cotidiana o elemento religioso como parte integrante da vida individual e coletiva, assim foi adquirindo confiança em si mesma. Por ser a mais velha de nove irmãos, sempre colaborou na educação e cuidado da casa. Logo aprendeu com a sua mãe os mais bonitos gestos.

Com o passar do tempo as virtudes cristãs iam crescendo no coração da pequena “Maín”, assim era conhecida pelos seus familiares e amigos. Desde sua infância, ela possuía uma sensibilidade concreta e inteligente em relação a Deus. Revela isso a sua conhecida pergunta, feita ao pai: “O que é que Deus fazia, antes de criar o mundo?”. E o pai lhe respondeu: “Conhecia a si mesmo, amava a si mesmo e era feliz em si mesmo”. Maín sempre foi uma menina extrovertida, alegre, comunicativa, brincalhona e procurava estar de bem com todos.

Desde cedo ajudava seu pai no trabalho dos vinhedos. Notava-se nela forte caráter, espírito de liderança e a capacidade de ter pessoas sempre ao seu redor. Para Maín, a paróquia foi lugar de formação e de crescimento pessoal e apostólico. Tinha o desejo de consagrar sua vida a Deus, cultivando a modéstia, a amabilidade e a paciência.

Certa vez, ao caminhar pela colina de Borgo Alto, vê diante de si um alto edifício com muitas meninas correndo, brincando num grande pátio interno e ouve nitidamente estas palavras: “A ti as confio!” Não podendo mais trabalhar no campo, decide aprender a costurar para ensinar as jovens da sua pequena cidade uma profissão, mas, sobretudo a amar o Senhor. Com a amiga Petronilla, aprende a costurar e logo abre uma sala de costura para ensinar o ofício para as meninas pobres. Dizia sempre às meninas: “Cada ponto seja um ato de amor a Deus”.

Quanto Dom Bosco chegou a sua cidade com seus meninos, todos queriam vê-lo e ouvi-lo. Antes de partir, Dom Bosco falou com as Filhas de Maria Imaculada e ficou conhecendo a oficina de costura, o orfanato e a recreação aos domingos para todas as crianças da vila. Durante esta visita Maria Mazzarello reconheceu a santidade de Dom Bosco e afirmou: “Dom Bosco é um santo, eu o sinto”.

Os anos passaram e no dia 05 de agosto de 1872, Dom Bosco funda o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Ir. Maria Mazzarello com mais 10 irmãs fazem sua entrega ao Senhor. Como Filha de Maria Auxiliadora foi logo eleita a primeira Superiora. Exerceu tal serviço com simplicidade e equilíbrio sendo sempre uma irmã entre as irmãs.

1º DIA: Dom Bosco e o sonho dos 9 anos

Semeador de Sonhos: Hoje vou contar uma história que aconteceu com Dom Bosco! Quando ele tinha 9 anos teve um sonho... parecia estar próximo de sua casa com uma multidão de meninos a brincar. Alguns riam, outros divertiam-se, mas muitos falavam coisas contra Deus, Nossa Senhora, os santos... Ao ouvir as blasfêmias, Joãozinho Bosco pulou em cima deles batendo para que parassem. Neste momento apareceu um homem nobremente vestido com um manto branco. Seu rosto era tão luminoso que Joãozinho não conseguia olhá-lo. Então o homem disse:
 
- João! Venha! Fique aqui na frente desses meninos... Não é com pancadas, mas com a mansidão e a caridade que deverás ganhar esses teus amigos. Ensine a eles que o pecado é feio, e a virtude, as qualidades, são preciosas!
 
Confuso e assustado, Joãozinho respondeu que era apenas um menino pobre e ignorante, incapaz de lhes falar de religião. Senão quando aqueles meninos, parando de brigar, de gritar e blasfemar, juntaram-se ao redor do personagem que estava a falar. Então Joãozinho perguntou:

- Quem é você, que me pede essas coisas impossíveis?
 
E o homem respondeu:
 
- Justamente porque te parecem impossíveis, deves torná-las possíveis com a obediência e a aquisição da ciência.

- Mas como vou ganhar essa sabedoria? Perguntou Joãozinho.

- Eu te darei a Mestra, sob cuja orientação poderás tornar-te sábio.

- Mas quem é você que fala assim comigo?

- Sou o filho daquela que tua mãe te ensinou a saudar três vezes ao dia.

- Minha mãe diz que sem sua licença não devo estar com gente que não conheço; Diga-me o seu nome.

- Pergunta-o à minha mãe
 
Nesse momento apareceu ao seu lado uma senhora de aspecto majestoso, vestida de um manto todo resplandecente, como se cada uma de suas partes fosse uma brilhante estrela. Percebendo-o cada vez mais confuso em suas perguntas e respostas, acenou para que me aproximasse e, tomando-o com bondade pela mão, disse:
 
- Olha.
 
Joãozinho viu que no lugar dos meninos havia uma multidão de animais ferozes.
 
- Eis o teu campo, onde você deve trabalhar. Torna-te humilde, forte, robusto; e o que agora vês a esses animais, deves fazê-los aos meus filhos.
 
Tornou então a olhar, e em vez de animais ferozes apareceram mansos cordeirinhos que corriam ao redor daquele homem e daquela senhora, fazendo festa.
 
Neste ponto, sempre no sonho, Joãozinho começou a chorar, e pediu que  ela falassem de maneira que eu pudesse compreender, porque não sabia o que significava tudo aquilo. A senhora colocou a mão sobre sua cabeça e disse:
 
- A seu tempo tudo compreenderás.
 
Após essas palavras, um ruído qualquer o acordou, e tudo desapareceu.