quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O QUE SÃO DIREITOS HUMANOS

Direitos Humanos: Noção e Significado

A expressão “direitos humanos” é uma forma abreviada de mencionar os direitos fundamentais da pessoa humana. Esses direitos são considerados fundamentais porque sem eles a pessoa humana não consegue existir ou não é capaz de se desenvolver e de participar plenamente da vida. Todos os seres humanos devem Ter asseguradas, desde o nascimento,, as mínimas condições necessárias para se tornarem úteis à humanidade, como também devem Ter a possibilidade de receber os benefícios que a vida em sociedade pode proporcionar. Esse conjunto de condições e de possibilidades associa as características naturais dos seres humanos, a capacidade natural de cada pessoa pode valer-se como resultado da organização social. É a esse conjunto que se dá o nome de direitos humanos.

Para entendermos com facilidade o que significam direitos humanos, basta dizer que tais direitos correspondem a necessidades essenciais da pessoa humana. Trata-se daquelas necessidades que são iguais para todos os seres humanos e que devem ser atendidas para que a pessoa possa viver com a dignidade que deve ser assegurada a todas as pessoas. Assim, por exemplo, a vida é um direito humano fundamental, porque sem ela a pessoa não existe. Então a preservação da vida é uma necessidade de todas as pessoas humanas. Mas, observando como são e como vivem os seres humanos, vamos percebendo a existência de outras necessidades que são também fundamentais, como a alimentação, a saúde, a moradia, a educação, e tantas outras coisas.


Pessoas com Valor Igual, mas Indivíduos e Culturas Diferentes

Não é difícil reconhecer que todas as pessoas humanas têm aquelas necessidades e por esse motivo, como todas as pessoas são iguais – uma não vale mais do que a outra, uma não vale menos do que a outra – reconhecemos também que todos devem Ter a possibilidade de satisfazer aquelas necessidades.

Um ponto deve ficar claro, desde logo: a afirmação da igualdade de todos os seres humanos não quer dizer igualdade física nem intelectual ou psicológica. Cada pessoa humana tem sua individualidade, sua personalidade, seu modo próprio de ver e de sentir as coisas. Assim, também, os grupos sociais têm sua cultura própria, q~ue é resultado de condições naturais e sociais. Um grupo humano que sempre viveu perto do mar será diferente daquele que vive, tradicionalmente, na mata, na montanha ou numa região de planícies. Do mesmo modo, os costumes e as relações sociais da população de uma grande metrópole não serão os mesmos da população de uma cidadezinha pobre do interior, distante e isolada dos grandes centros. Da mesma forma, ainda, a cultura de uma população predominantemente católica será diferente da cultura de uma população muçulmana ou budista.

Em tal sentido as pessoas são diferentes, mas continuam todas iguais como seres humanos, tendo as mesmas necessidades e faculdades essenciais. Disso decorre a existência de direitos fundamentais, que são iguais para todos.


Direitos Humanos: Faculdade de Pessoas Livres

Todas as pessoas nascem essencialmente iguais e, portanto, com direitos iguais. Mas ao mesmo tempo que nascem iguais todas as pessoas nascem livres. Essa liberdade está dentro delas, em sua inteligência e consciência. É evidente que todos os seres humanos acabarão sofrendo as influências da educação que receberem e do meio social em que viverem, mas isso não elimina sua liberdade essencial. É por isso que muitas vezes uma pessoa mantém um modo de vida até certa idade e depois muda completamente. Essa pessoa estava vivendo sob certas influências mas continuava livre e num determinado mom~ento decidiu usar sua liberdade para mudar de rumo.

Uma consciência disso é que não podemos uma pessoa a usar de todos os seus direitos, pois é preciso respeitar sua liberdade, que também é um direito fundamental da pessoa humana. Mas é indispensável que todos tenham, concretamente, a mesma possibilidade de gozar dos direitos fundamentais. Por esse motivo dizemos que gozar de um direito é uma faculdade da pessoa humana, não uma obrigação.

Assim, pois, é preciso Ter sempre em conta que todas as pessoas nascem com os mesmos direitos fundamentais. Não importa se a pessoa é homem ou mulher, não importa onde a pessoa nasceu nem a cor da sua pele, não importa se a pessoa é rica ou pobre, como também não são importantes o nome de família, a profissão, a preferência política ou a crença religiosa. Os direitos humanos fundamentais são ao mesmo tempo para todos os seres humanos. E esses direitos continuam existindo mesmo para aqueles que cometerem crimes ou praticam atos que prejudicam as pessoas ou a sociedade. Nesses casos, aquele que praticou o ato contrário ao bem da humanidade deve sofrer a punição prevista numa lei já existente, mas sem esquecer que o criminoso ou quem praticou um ato anti-social continua a ser uma pessoa humana.

Direitos Humanos, Dignidade da Pessoa e Solidariedade

Para os seres humanos não pode haver coisa mais valiosa do que a pessoa humana. Essa pessoa, por suas características naturais, pode ser dotada de inteligência, consciência e vontade, por ser mais do que uma simples porção de matéria, tem uma dignidade que a coloca acima de todas as coisas da natureza. Mesmo as teorias chamadas materialistas, que não querem aceitar a espiritualidade da pessoa humana, sempre foram forçadas a reconhecer que existe em todos os seres humanos uma parte não-material. Existe uma dignidade inerente à condição humana, e a preservação dessa dignidade faz parte dos direitos humanos.

O respeito pela dignidade da pessoa humana deve existir sempre, em todos os lugares e de maneira igual para todos. O crescimento econômico e o progresso material de um povo têm valor negativo se forem conseguidos à custa de ofensas à dignidade de seres humanos. O sucesso político ou militar de uma pessoa ou de um povo, bem como o prestígio social ou a conquista de riquezas, nada disso é válido ou merecedor de respeito se for conseguido mediante ofensas à dignidade e aos direitos fundamentais dos seres humanos.

No ano de 1948 a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz em seu artigo primeiro que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito”. Além disso, segundo a Declaração, todos devem agir, em relação uns aos outros, “com espírito de fraternidade”. A pessoa conscienž??te do que é e do que os outros são, a pessoa que usa sua inteligência para perceber a realidade, sabe que não teria nascido e sobrevivido sem o amparo e a ajuda de muitos. E todos, mesmo os adultos saudáveis e muitos ricos, podem facilmente perceber que não podem dispensar a ajuda constante de muitas pessoas, para conseguirem satisfazer suas necessidades básicas. Existe, portanto, uma solidariedade natural, que decorre da fragilidade da pessoa humana e que deve ser completada com o sentimento da solidariedade.

Aí está o ponto de partida para a concepção básica dos direitos humanos neste final de milênio. Se houver respeito aos direitos humanos de todos e se houver solidariedade, mais do que egoísmo, no relacionamento entre as pessoas, as injustiças sociais serão eliminadas e a humanidade poderá viver em paz.


fonte: http://www.dhnet.org.br

4. Voluntariado como serviço

Olá amigos voluntários e animadores da AJS!
O voluntário é impulsionado por um grande amor às causas humanitárias. Por isso, luta contra toda forma de exclusão, defende a dignidade e os direitos humanos e exercita a cidadania, buscando soluções concretas para os problemas sociais.
Elementos que o caracterizam:
A gratuidade e a espontaneidade do empenho, realizado sem fins lucrativos ou partidários;
A participação no serviço oferecido à comunidade, com intenção de criar um ambiente mais humano e feliz;
A continuidade do serviço, compreendendo que esse é o aspecto que distingue o voluntariado das “boas ações”:
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Ambientação e Dinâmica: fotos da realidade social do país e de pessoas, desenvolvendo o trabalho voluntário, pétalas de rosas e óleo perfumado No centro dessas fotos colocar um par de sandálias.

1º passo - cada jovem ou adolescente traz uma realidade de miséria de nosso país.
2º passo - coloca uma pétala de rosa nas fotos – música ambiente.
3º passo – partilhar os sentimentos que esta realidade provoca.

Reflexão
O ser “voluntário” na sua essência mais profunda, serve desinteressadamente por amor, por consciência, por opção e concepção de vida; valoriza a oportunidade de servir e ser útil, na medida das possibilidades, no limite das forças, no ponto de equilíbrio em que há paz de consciência, propiciando a alegria da felicidade relativa possível.
Texto bíblico: Lc 8,11-15 ou Jo 13, 1-10

Bate papo: Grupo de 4 faz novamente a leitura do texto bíblico e procura comparar com a realidade social e o ministério do voluntariado.

Celebrando juntos
O  “voluntário”,  jamais esquece de louvar a Deus pelas suas realizações. Louvar a Deus, significa assumir o compromisso de viver o projeto de Deus e sermos uma grande família: 
Refrão: Nós te louvamos, Senhor.

Nós te bendizemos porque nos chamaste para a obra da paz, fruto da justiça, da partilha e da solidariedade. Chamaste a lutar pela paz e fazer dela um compromisso de todos.
Nós Te louvamos, Senhor.

Nós Te bendizemos por todos os que doam suas vidas, para que a paz, a felicidade e a fraternidade entre os povos, seja o sinal do Reino de Deus.
Nós Te louvamos, Senhor.

“SERVIR”
Leitor 1 - Toda a natureza é um serviço.
Serve a nuvem.
Serve o vento
Serve a chuva.

Leitor 2 - Onde haja uma árvore para plantar,
Plante-a você.
Onde haja um erro para corrigir,
corrija-o você.
Onde haja um trabalho e todos se esquivam,
aceite-o você.

Leitor 3 - É muito belo fazer aquilo que os outros recusam,
Mas não caia no erro de que somente
Há mérito nos grandes trabalhos.

Leitor 4 - Há pequenos serviços que são bons serviços:
adornar uma mesa,
arrumar seus livros,
pentear uma criança.

Leitor 5 - Servir não é faina de seres inferiores.
Seja você, o que remove
a pedra do caminho,
o ódio entre corações
e as dificuldades do problema.

Todos - Há a alegria de ser puro
e a de ser justo,
mas há, sobretudo,
a maravilhosa, a imensa alegria de servir.

Oração Final
Pai Nosso – Unção dos pés dos jovens e adolescentes com óleo perfumado como sinal de envio para o voluntariado.




PLANEJAMENTO VOLUNTARIADO
Para você entender o processo do planejamento  para um bom voluntariado:   

Planejar é:
Refletir sobre o objetivo de uma ação e o modo de se chegar a ele;
Definir prioridades e métodos;
Organizar os recursos disponíveis e necessários à ação.

O processo de um planejamento deve levar em conta:
O objetivo geral (motivação básica);
Os objetivos específicos a serem atingidos (motivação específica);
As expectativas e motivações individuais das pessoas envolvidas;
Os recursos disponíveis.

O planejamento tem as seguintes etapas:
1.O plano (o que fazer e para quê).
Nessa fase, precisam ser definidos os aspectos gerais dos trabalhos:
Objetivo específico: onde quer se chegar com o plano. O objetivo deve ser claro, preciso, concreto, possível de ser atingido (não utópico), mas desafiador.
Público-alvo: quem é, onde está, o que quer.


2.O projeto (como e onde fazer)
 É o momento de definir e organizar:
Estratégia: o método a ser usado, atividades prioritárias e secundárias.
Recursos: agentes (recursos humanos), material, finanças, espaço.
Distribuição de tarefas.

3. A programação (quando fazer)
Programar, é definir o calendário das atividades (ano, mês, dia, hora)
Confundimos planejamento com programação. Achamos que planejar é uma questão de preparar calendário...
Planejamento, é muito mais.
A programação é uma parte importantíssima do processo de planejamento. Deve ser:
Bem feita (organização),
Assumida (responsabilidade) e
Respeitada (disciplina)

A programação deve ser alterada apenas quando:
for o melhor para a realidade das pessoas envolvidas;
não estiver correspondendo aos objetivos traçados no plano;
mostrar-se inviável ou desnecessária.

3. Estreia 2011: um apelo às vocações

1. ORAÇÃO INICIAL

Mantra: Teu sol não se apagará, tua lua não terá minguante, porque o Senhor será tua luz, ó povo que Deus conduz irá.
Invocação ao Espírito Santo - Canto ou oração

Texto bíblico: Jo 1, 35-39
“No dia seguinte, João aí estava de novo, com dois discípulos. Vendo Jesus que ia passando, apontou: Eis aí o Cordeiro de Deus. Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram a Jesus. Jesus virou-se para trás, e vendo que o seguiam, perguntou: O que é que vocês estão procurando? Eles disseram: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras? Jesus respondeu: Venham, e vocês verão. Então eles foram e viram onde Jesus morava. E começaram a viver com ele naquele mesmo dia...”

Meditação e retomada da mensagem.
Oportunamente, são retomados os principais elementos do texto bíblico, fazendo referência à vocação dos participantes.

2. SENSIBILIZAÇÃO

(Música: Mestre, onde moras?; autoria: Gustavo Balbino e Osmar Coppi) Num. 79

Para dialogar:
Onde as pessoas têm encontrado o sentido da própria vida? Em que sentido, Deus ainda é referência?


3. REFLEXÃO

Um dado histórico, confirmado pelos quatro evangelistas, é que, desde o início da sua atividade evangelizadora (cf. Mc 1,14-15), Jesus chamou alguns para segui-lo (cf. Mc 1,16-20). Os seus primeiros discípulos, tornaram-se assim, “companheiros durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu no meio de nós, a começar pelo batismo de João até o dia em que foi elevado do meio de nós” (At 1,21-22).
Evangelização e vocação são, pois, dois elementos inseparáveis. O critério da autenticidade de uma boa evangelização é a sua capacidade de suscitar vocações, amadurecer projetos de vida evangélica, envolver inteiramente a pessoa dos que são evangelizados, até fazer deles discípulos e apóstolos.
Após a Estreia de 2010, “Senhor, queremos ver Jesus”, sobre a urgência de evangelizar, o Reitor-mor faz um acalorado apelo à Família Salesiana para sentir a urgência, a necessidade de convocar.
Todos os membros da Família Salesiana, são convidados, por isso, a ser verdadeiros guias espirituais para os jovens, como João Batista que indica Jesus aos seus discípulos dizendo-lhes: “Eis o Cordeiro de Deus!” (Jo 1,36), de modo que possam segui-Lo, até que Jesus, ao perceber que O seguem, dirige-se diretamente a eles com a pergunta: “Que procurais?”, Tomados pelo desejo de conhecer, em profundidade, quem é esse Jesus, perguntam-lhe: “Rabi, onde moras?” (Jo 1,38), e Ele os convida a fazer uma experiência de convivência com Ele: “Vinde e vede”. E terão experimentado algo de imensamente belo a partir do momento em que “foram, viram onde morava e permaneceram com ele” (Jo 1,39).
Didaticamente, o Reitor-mor aponta a experiência de Dom Bosco como o caminho pedagógico a ser percorrido:

1. Retornar a Dom Bosco
Fazer nossa, a sua experiência em Valdocco, que cria um ambiente de familiaridade, de forte valor espiritual, de empenho apostólico e acompanhamento espiritual, sustentado por um intenso amor à Igreja e ao mundo.
Manifestar a beleza, a atualidade e a variedade da nossa vocação salesiana: a vida inteiramente entregue a Deus, a serviço dos jovens, vale a pena ser vivida.
Viver a própria vida e ajudar a entender a vida dos outros, como vocação e missão. Tudo como um grande dom vivido na centralidade de Deus, na fraternidade entre os consagrados e na dedicação aos mais pobres e necessitados.

2. Para ser Dom Bosco, para os jovens de hoje:
Viver consciente e tornar clara a centralidade dos consagrados na realização da missão salesiana. Esta foi a convicção e a experiência de Dom Bosco.
Criar, como em Valdocco, uma cultura vocacional, caracterizada pela busca do sentido da vida, no horizonte da transcendência, sustentada e encorajada por valores profundos, com caráter projetual, para uma cultura da fraternidade e da solidariedade.
Garantir o acompanhamento, mediante a qualidade de vida pessoal, a educação ao amor e à castidade, a responsabilidade para com a história, a iniciação à oração, o empenho apostólico.
Fazer da Articulação da Juventude Salesiana, lugar privilegiado para um caminho de discernimento vocacional. Nele, os jovens experimentam e manifestam como que, uma corrente de comunhão, ao redor da pessoa de Dom Bosco e dos valores da sua pedagogia e da Espiritualidade Juvenil Salesiana. Desenvolvem o voluntariado e amadurecem projetos de vida.

Para dialogar:
A coerência de vida, tem sido algo marcadamente vivido por nós? Os jovens reconhecem isso?
Estamos sendo capazes de partilhar com os outros a experiência espiritual que estamos vivendo?


4. ORAÇÃO FINAL

DEUS, Pai amoroso, por amor a este mundo, nos enviaste Jesus, teu filho, como Pastor e Salvador. Teu Espírito santificador, suscitou Dom Bosco e Madre Mazzarello e toda a sua Família Religiosa, como colaboradores teus na salvação da juventude. Diante de Ti, Pai Santo, colocamos os adolescentes e jovens de hoje, que precisam educadores, e pastores como seus amigos e guias, no caminho da felicidade e da salvação. Por isso, Te pedimos, Pai bondoso, por Maria, Mãe do teu Filho, Jesus: Abençoa a Família Salesiana e suscita santas e numerosas vocações para os vários serviços em tua Igreja em favor dos jovens e do teu povo. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!
Após a oração pelas vocações salesianas, entoa-se o canto “Vocação de Dom Bosco”, de autoria do P. João Carlos.

2. Sistema Preventivo e Direitos Humanos

1. ORAÇÃO INICIAL

Mantra: Onde reina o Amor, fraterno Amor. Onde reina o Amor, Deus aí está!

Invocação ao Espírito Santo.
Canto ou oração

Texto bíblico: 1Jo 4, 7-8; 12;18-21
“Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus. E todo aquele que ama, nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor. Amados, se Deus nos amou, também nós devemos amar-nos uns aos outros. Ninguém jamais viu Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus está conosco, e o seu amor se realiza completamente entre nós. No amor não existe medo; pelo contrário, o amor perfeito lança fora o medo, porque o medo supõe castigo. Por conseguinte, quem sente medo, ainda não está realizado no amor. Quanto a nós, amemos, porque Ele nos amou primeiro. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e no entanto odeia o seu irmão, esse tal é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. E este é justamente o mandamento que Dele recebemos: quem ama a Deus, ame também o seu irmão.”


Meditação e retomada da mensagem.
Após um momento de silêncio, espontaneamente, cada um diz em voz alta o versículo ou a palavra que mais calou ao coração. Pode-se retomar o mantra durante esse período, criando um clima orante em sintonia com a Palavra.


2. SENSIBILIZAÇÃO

(Música: Direitos e deveres; autoria: Toquinho; Num. 78, pág. 83)

Para dialogar:
Destaque alguns elementos da música, que estão em sintonia com a realidade da sua cidade, comunidade ou obra educativo-pastoral.


3. REFLEXÃO

Diante da situação dos jovens do seu tempo, Dom Bosco fez a opção pela educação. Um tipo de educação (sistema preventivo) que previne o mal por meio da confiança no bem que existe no coração de todo jovem. Desenvolve suas potencialidades com perseverança e paciência, constrói a identidade pessoal de cada um. Trata-se de uma educação que forma pessoas solidárias, cidadãos ativos e responsáveis, pessoas abertas aos valores da vida e da fé, homens e mulheres capazes de viver com sentido, alegria, responsabilidade e competência. Este modo de educar, torna-se verdadeira experiência espiritual, que haure no amor de Deus que se antecipa a toda criatura, com a sua Providência; segue-a com sua presença e salva-a com a doação da própria vida.
Para Dom Bosco, era importante o cuidado com os jovens que vinham ao Oratório, mas era igualmente importante, para ele, a preocupação de ir à procura de todos os que ficaram fora. Preocupava-se com o desenvolvimento da pessoa (educação integral) até o seu pleno amadurecimento humano e cristão, mas também se preocupava com a transformação da sociedade através da educação da juventude.
A Família Salesiana é, portanto, herdeira e portadora de um carisma educativo que tende à promoção de uma cultura da vida e à mudança das estruturas. Por isso, tem o dever de promover os direitos humanos. A educação em direitos humanos, principalmente dos menores, é o caminho privilegiado para realizar, nos diversos contextos, o trabalho de prevenção, desenvolvimento humano, construção de um mundo mais honesto, mais justo, mais saudável.
Os direitos humanos são as garantias universais, invioláveis e indisponíveis, postas recentemente (1948) acima da soberania do Estado, como baluarte e salvaguarda da dignidade de toda pessoa sem distinção alguma de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outro gênero, de origem nacional ou social, de riqueza, nascimento ou outra condição. São inerentes à pessoa humana, como se fossem inscritos em seu DNA. O Estado não os concede, não os atribui, mas limita-se a reconhecê-los. Os direitos civis, culturais,
econômicos, políticos e sociais são todos igualmente necessários para a dignidade e a liberdade de qualquer ser humano. A pessoa humana é una: alma e corpo, espírito e matéria, em sua integralidade indissolúvel.
O sistema preventivo e os direitos humanos, interagem enriquecendo-se mutuamente. Um confere ao outro uma abordagem educativa única e inovadora, relativamente ao movimento de promoção e proteção dos direitos humanos, até agora, caracterizado pela perspectiva da denúncia após a ocorrência da violação. O sistema preventivo oferece aos direitos humanos a educação preventiva, ou seja, a ação e a proposta antecipadas.

Para dialogar:
Os direitos humanos são conhecidos e respeitados por todos? O que podemos fazer diante dessa realidade?
O que significa hoje, para a Família Salesiana, formar o honesto cidadão?


4. ORAÇÃO FINAL
    Lembrando o texto bíblico, as conversas, os fatos do cotidiano e a reflexão proposta, todos são convidados a converter, os diversos momentos do encontro, em preces espontâneas;
 (A música do P. Zezinho “Amar como Jesus amou” - N. 19, pág 74 -  pode ser cantada pelo grupo, encerrando as atividades).

1. Identidade e prática do educador(a)/animador(a) salesiano

1. ORAÇÃO INICIAL

Mantra: Desça como a chuva a tua Palavra, que se espalhe como orvalho, como chuvisco na relva, como o aguaceiro na grama. Amém! (cf. Dt. 32,2)

Invocação ao Espírito Santo -Canto ou oração

Texto bíblico: Ez. 34, 11-16
“Assim diz o Senhor: Eu mesmo vou procurar as minhas ovelhas. Como o pastor conta o seu rebanho, quando está no meio de suas ovelhas que se haviam dispersado, eu também contarei as minhas ovelhas, e as reunirei de todos os lugares por onde se haviam dispersado, nos dias nebulosos e escuros. Eu as retirarei do meio dos povos e as reunirei de todas as regiões, e as trarei de volta para a sua própria terra. Aí, eu próprio cuidarei delas como pastor, nos montes de Israel, nos vales e baixadas do país. Vou levá-las para pastar nas melhores invernadas, e o seu curral ficará no mais alto dos montes de Israel. Aí, elas poderão repousar num curral bom, e terão pastos abundantes sobre os montes de Israel. Eu mesmo conduzirei as minhas ovelhas para o pasto e as farei repousar - oráculo do Senhor Javé. Procurarei aquela que se perder, trarei de volta aquela que se desgarrar, curarei a que se machucar, fortalecerei a que estiver fraca. Quanto à ovelha gorda e forte, eu a destruirei, pois cuidarei do meu rebanho conforme o direito”.

Meditação e retomada da mensagem
O animador pode guiar a reflexão, pedindo que cada um retome o texto e diga a palavra, ação, cena, que mais lhe chamou a atenção. Em seguida, o grupo poderá tentar relacionar o texto com a sua prática de animador, durante a colônia de férias, respondendo a seguinte pergunta: Deus é o pastor-modelo de todos nós(ovelhas). Ele nos dá a oportunidade de sermos também pastores, mas segundo a ação de seu Filho, Jesus. Quais as atitudes de Jesus-Deus-Pastor que eu tenho? E quais eu preciso alcançar, no meu exercício pastoral?

2. SENSIBILIZAÇÃO
(Música: Cidadão do Infinito; autoria:
Padre Zezinho, N. 77, pág. 83)

Para dialogar e refletir:
Um monge, resolveu que pelos próximos 40 anos da vida dele, iria apenas se dedicar a rezar a Deus e se afastar da vida do mundo cheio de pecado e miséria. Então subiu numa montanha e começou a olhar para o alto e rezar. Olhava para o alto a fim de nunca mais ver a terra pecadora. Depois de três semanas, o monge morreu, olhando para cima. Causa da morte: torcicolo. Na pedagogia salesiana é necessário formar o “bom cristão e o honesto cidadão”. A partir da música e da historinha, quais as facilidades e dificuldades que você encontra para tal tarefa na sua formação pessoal e na sua colaboração na formação de seus educandos?


3. REFLEXÃO

O que forma um educador/educadora salesiano? Qual a identidade dele(a), o perfil? Um educador deve ser coerente. Viver aquilo que diz de bom e evitar os maus hábitos. Para isso, o Sistema Preventivo de Dom Bosco indica o caminho das boas companhias e da bondade; dos sacramentos e da prática da religião; da vivência racional, do carinho e da familiaridade e alegria com os jovens (jogo, teatro, dança, música, passeios e pátio).
Isso leva o educando a confiar no educador e a ter profundas convicções religiosas e morais. Por isso, a identidade e a prática do educador salesiano tem um estilo: a presença educativa no meio dos jovens, com propostas que ajuda o educando a ser bom.
O educador participa da vida dos jovens. Interessa-se pelos problemas deles. Procura entender como veem as coisas. Toma parte nas suas atividades desportivas e culturais, nas suas conversas. Como amigo amadurecido e responsável, mostra itinerários e metas para o bem. Está pronto a intervir para esclarecer problemas, para indicar critérios, para corrigir com prudência e firmeza afetuosa, julgamentos e comportamentos censuráveis. Nesse clima de presença pedagógica, o educador, não é considerado um “superior”, mas um pai/mãe, irmão/irmã e amigo/amiga.

Nos Princípios Norteadores da AJS, se apresentou um perfil de como deveria ser um coordenador(a)/animador(a):
Entusiasmado, apaixonado por aquilo que acredita e faz, transmitindo otimismo e esperança.
Disponível e serviçal. Como seguidor de Jesus, comprometido com Ele, age servindo generosamente ao grupo, a seus membros e a comunidade da qual faz parte.
Pessoa que se capacita. Não se perde em ativismo, procura aprofundar o que faz, informando-se bem, através de livros, revistas, jornais, encontros, cursos e assembleias.
 Organizado. Procura planejar tudo o que faz, equilibrando seus deveres de cristão e cidadão.
O educador do século XXI, tem que integrar valores permanentes da tradição com as “novas soluções” da sociedade moderna, para enfrentar de modo criativo os problemas emergentes no mundo: informatizado e pouco dialógico; religioso e pouco cristão; indiferente e ecologicamente desarmonizado.
Para finalizar, propomos três características marcantes em Cristo, em Dom Bosco e nos maiores educadores da humanidade: a simplicidade, a humildade(húmus) e a docilidade(docere). Porque, como dizia Guimarães Rosa: “professor, não é sempre aquele que ensina, mas aquele que de repente, aprende.”

Para dialogar e refletir:
Dos elementos do texto, pela sua experiência, quais não poderiam faltar, no animador/educador ideal?
Em relação ao ideal, que animador/educador você é hoje?


4. ORAÇÃO FINAL

Mantra: Desça como a chuva a tua Palavra, que se espalhe como orvalho, Como chuvisco na relva, como o aguaceiro na grama. Amém! (cf. Dt. 32,2).
Aqui, em forma de Lectio, Divina se retoma a leitura da Escritura, enriquecendo a oração, com os pensamentos que surgiram durante a reflexão. Agora, é o momento de rezarmos a Deus, pela colônia de férias, pelos meninos e meninas que encontraremos e por nós animadores(as), a fim de que nossa vida corresponda ao evangelho que cremos e anunciamos. Preces espontâneas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Orientações para uso do Subsídio

Capítulos:


1.    A arte de ser

2.    A arte de pensar

3.    A arte de conviver

4.    A arte de preservar

5.    A arte de crer

6.    A arte de amar

7.    A arte de divertir

8.    A arte de sorrir


Para o uso deste subsídio em Colônias de Férias, sugerimos o seguinte esquema para cada encontro:
1.  Acolhida, Oração Inicial
2. Teatro

3. Reflexão
4. Gesto concreto
5. Grupos/oficinas
6. Encerramento das atividades





Sobre TEATRO

O teatro terá um formato de um Reality Show, ou seja, como que um tipo de programa televisivo que retrata a vida real a partir da convivência de pessoas reais e não personagens de uma ficção.
O corpo do elenco será composto de um grupo de sete personagens fixos (três mulheres, três homens e um apresentador do programa), conta também com outros personagens que irão interagir ao longo da apresentação.
Tal formato de apresentação exigirá que, todos os dias, faça-se uma música de abertura e, particularmente no primeiro dia uma apresentação dos personagens.
Cada esquete diário não deve passar de  10 minutos.

Sobre ORAÇÃO
Temos a oração indicada em cada encontro, mas cada Colônia de Férias tem liberdade de acrescimos e adaptações de acordo com sua realidade e horário.





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Para adquirir o subsídio, entre em contato com a Pastoral Juvenil Salesiana: ajs@salesianosrec.org.br ou pastoral.isneb@salesianosrec.org.br

Fale conosco

Pastoral Juvenil Salesiana
Inspetoria Salesiana do Nordeste do Brasil
Tel.: (81) 2102.0800
e-mail: pastoral.isneb@salesianosrec.org.br
Site: www.inspetoriasalesiana.org.br
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Apresentação do projeto e do subsídio da Colônia de Férias 2011

A promoção dos direitos humanos, em particular, da criança (Trecho texto do Reitor-Mor)

A promoção dos direitos humanos, em particular, da criança*
Pe. Pascual chavez Vilanueva, sdb - Reitor Mor

Somos herdeiros e portadores de um carisma educativo que tende à promoção de uma cultura da vida e à troca das estruturas. Por isso, temos o dever de promover os direitos humanos. A história da Família Salesiana e a sua rápida expansão, mesmo em situações culturais e religiosas tão distantes e diversas daquelas que viram o seu nascimento, testemunha como o sistema preventivo de Dom Bosco é uma porta de acesso garantida para a educação juvenil, de qualquer contexto, e uma plataforma de diálogo para uma nova cultura dos direitos e da solidariedade. Como salesianos, a educação aos direitos humanos, em particular aqueles da criança, é a via privilegiada para realizar, nos diversos contextos, o empenho de prevenção, de desenvolvimento humano integral, de construção de um mundo mais équo, mais justo, mais salubre. A linguagem dos direitos humanos nos permite também o diálogo e a inserção da nossa pedagogia nas diferentes culturas do mundo.

4.1. Promover os direitos humanos como educadores
Perante tantas situações problemáticas em que vivem as crianças e os jovens em todas as partes do mundo, somos chamados, conforme o exemplo de Dom Bosco, para estarmos presentes ao lado deles, para defender a sua dignidade e para garantir a eles um futuro digno e positivo.

Na promoção dos direitos humanos, em particular aqueles da criança, o nosso empenho deve ir além do puro assistencialismo, mesmo se muitas vezes somos obrigados a tamponar situações de emergência, sem nos limitar à defesa dos seus direitos, quando são violados ou esquecidos. Devemos assumir o compromisso próprio do educador, que procura o crescimento pessoal do jovem e da jovem e o seu desenvolvimento integral na consciência da sua dignidade e responsabilidade.

“Dom Bosco sentiu-se enviado por Deus para responder ao grito dos jovens pobres e intuiu que se era importante dar respostas imediatas às dificuldades deles, era mais importante ainda prevenir as causas. Com o seu exemplo, queremos ir ao encontro deles, convencidos de que o modo mais eficaz para responder às suas pobrezas é propriamente a ação preventiva”.

Em muitas das minhas intervenções, procurei mostrar que a educação é o caminho privilegiado para essa ação preventiva e renovadora das múltiplas situações de dificuldade e de marginalização que atingem os meninos, as meninas e os jovens no mundo. Apresentei, sobretudo, o Sistema Preventivo de Bom Bosco sob uma ótica de assunção consciente de responsabilidade por parte do educador, que se transforma de objeto de proteção, porque possui necessidades, em sujeito responsável, porque possui direitos e reconhece os direitos alheios, preparando no jovem de hoje, o cidadão de amanhã.

O Sistema Preventivo busca prevenir o mal através da educação, mas, ao mesmo tempo, ajuda os jovens a reconstruir a própria identidade pessoal, a revitalizar os valores que esses não conseguiram desenvolver, a elaborar e a descobrir, em razão da situação de marginalização deles, razões para viver com sentido, alegria, responsabilidade e competência. Além disso, tal Sistema certamente acredita que a dimensão religiosa da pessoa é a sua riqueza mais profunda e mais significativa. Por isso, como última finalidade de todas as suas propostas, procura orientar cada jovem em direção à realização da sua vocação de filho de Deus.

Fiéis, então, a essa preciosa herança, temos que nos empenhar como educadores na promoção e defesa dos direitos humanos e dos direitos da criança, preocupados, principalmente, com o desenvolvimento integral da pessoa dos jovens. Convém relembrar o chamado insistente, que eu mesmo e nós salesianos de todo o mundo, reunidos no 25º Capítulo Geral, no ano 2002, endereçamos aos responsáveis e interessados pelo futuro da humanidade e, em particular, dos jovens: “Estamos do lado dos jovens, porque temos confiança neles, na sua vontade de aprender, de estudar, de sair da pobreza, de pegar o seu futuro com as próprias mãos. (...) Estamos do lado dos jovens porque acreditamos no valor da pessoa, na possibilidade de um mundo diverso e, sobretudo, acreditamos na educação. (...) Educar os jovens é o único modo de preparar um futuro positivo para o mundo. Globalizemos juntos o comprometimento para com a educação!”.

4.2. Promover a cultura dos direitos

A educação se propõe também como objetivo de construir uma cultura dos direitos humanos, capaz de dialogar, persuadir e, em última instância, de prevenir as violações desses direitos, antes de puni-las ou reprimi-las.

A pobreza e a marginalização não são um fenômeno puramente econômico, mas uma realidade que toca a consciência das pessoas e desafia a mentalidade da sociedade, isto é, a cultura. É necessário passar de uma cultura do ter, do aparecer, do dominar, para uma cultura do ser, da gratuidade e da compartilha. A esse ponto, quero mencionar as palavras do Papa Bento XVI, no seu discurso de abertura da V Conferência Geral do CELAM, em Aparecida (Brasil). O Papa dizia:

«Como responder ao grande desafio da pobreza e da miséria? (...) Tanto o capitalismo quanto o marxismo prometeram encontrar a estrada para a criação de estruturas justas e afirmaram que essas, uma vez estabelecidas, teriam funcionado individualmente; afirmaram que não teriam só tido necessidade de uma moralidade individual anterior, mas que esses teriam promovido a moralidade comum. E essa promessa ideológica demonstrou-se falsa. Os fatos o evidenciaram. O sistema marxista, nos governos em que foi instaurado, não deixou somente uma triste herança de destruições econômicas e ecológicas, mas também uma dolorosa opressão das almas. E vemos também a mesma coisa no mundo ocidental, onde cresce constantemente a distância entre pobres e ricos, e produz uma inquietante degradação da dignidade pessoal com a droga, o álcool e as miragens enganadoras de felicidade.
As estruturas justas são uma condição indispensável para uma sociedade justa, mas não escondem nem funcionam sem um consenso moral da sociedade sobre os valores fundamentais e sobre a necessidade de viver esses valores com as renúncias necessárias, até mesmo contra o interesse pessoal. Onde Deus está ausente – Deus com a aparência humana de Jesus Cristo –, esses valores não se mostram com toda a sua força, nem se produz um consenso sobre esses. Não quero dizer que os não crentes não possam viver uma moralidade elevada e exemplar. Somente digo que uma sociedade, na qual Deus está ausente, não encontra o consenso necessário sobre os valores morais e a força para viver segundo o modelo desses valores, mesmo contra os próprios interesses».

O Sistema Preventivo e o espírito de Dom Bosco nos chamam hoje para um compromisso certo, individual e coletivo, que deseja modificar as estruturas da pobreza e do subdesenvolvimento e, sobretudo, para promover esses valores morais que garantem a renovação das mentalidades e dos comportamentos, que estão na base das situações de injustiça. Através da educação, queremos promover a cultura do outro, da sobriedade no estilo de vida e de consumo, da disponibilidade em compartilhar gratuitamente, da justiça entendida como atenção ao direito de todos. É essa a cultura da dignidade da vida, do compromisso solidário, da abertura à Transcendência.

4.3. Algumas exigências
A promoção dos direitos humanos e dos direitos da criança deve ser, em nossas mãos, um instrumento potente de educação e de transformação cultural. Isso requer o cuidado de algumas exigências importantes, que garantam esse compromisso.
Uma releitura salesiana dos direitos
Cada um de nós, que como educadores e educadoras escolheu a visão antropológica cristã, a mesma visão que inspirou Dom Bosco, deve se tornar um defensor e promotor dos direitos humanos e da criança. Uma releitura salesiana dos princípios que estão na base desses pode nos ajudar nisso. Eis alguns elementos dessa leitura, com referência principalmente aos direitos da criança.

Integralidade da pessoa e aplicação do princípio de indivisibilidade e interdependência de todos os direitos fundamentais da pessoa: civis, culturais, religiosos, econômicos, políticos e sociais.

“Quero que sejam felizes agora e sempre” e a aplicação do princípio de um desenvolvimento humano integral, um desenvolvimento que, na visão holística da Convenção dos Direitos da Criança, inclui os aspectos físicos, mentais, culturais, espirituais, morais, sociais e políticos. Não basta uma lógica de assistência nem de garantia da sobrevivência; deve-se oferecer às crianças os elementos necessários para o seu adequado e pleno desenvolvimento. Isso nos faz ficar atentos às situações que, de fato, limitam essa integralidade na dinâmica quotidiana do processo educativo.
“Um por um” e o princípio do superior interesse da criança. Esse princípio da Convenção frisa a necessidade de conhecer adequadamente cada situação e cada aspecto da vida da criança e de saber valorizar as mesmas opiniões das crianças para escolher e orientar as intervenções educativas para o bem deles. Tal atenção à situação concreta do jovem é basilar na prática do Sistema Preventivo.
Centralidade da criança como sujeito ativo e o princípio da participação. Escutar, envolver, fazer com que as crianças participem das questões concernentes à vida deles é o caminho para responsabilizá-los como membros da sociedade em que vivem, para potencializar as suas habilidades sociais. Com esse espírito, devem ser revistas as formas de acolhida e de participação das crianças nos nossos programas e atividades educativas.
O “basta que sejam jovens, para que os ame tanto” e a aplicação do princípio de não discriminação. Isso se conjuga com a identificação dos destinatários privilegiados da missão salesiana: os jovens mais pobres e desfavorecidos, aqueles que arriscam serem marginalizados, os que têm dificuldades, os refugiados, os imigrantes, os abandonados, os jovens vítimas de abusos, etc. Nesse sentido, deveríamos favorecer a participação e o protagonismo dos mais frágeis nos ambientes educativos, nas atividades propostas, nos diversos tipos de grupo, etc.

Uma escolha renovada de compartilha comunitária
O caráter comunitário da experiência pedagógica salesiana requer que o trabalho seja sempre feito em grupo, como comunidade educativa. Não é possível fazer tudo sozinho, como os pioneiros, ou mover-se de modo auto-referencial. Somente na comunidade é possível garantir as condições de um ambiente e de uma ação realmente educativa. É preciso desenvolver uma mentalidade de rede, tanto entre as diversas realidades da Congregação, quanto com os outros sujeitos que têm um interesse particular na educação e a vida das crianças.
Transformar a sociedade pela parte interna, desenvolvendo a nossa missão educativa, requer o despertar de novas energias culturais e sociais, superar situações de notável injustiça, apelar às responsabilidades sociais de todos. Como salesianos, com os nossos múltiplos recursos e com o nosso rico patrimônio espiritual e pedagógico, temos uma importante responsabilidade. Devemos ser o núcleo animador e o centro de convocação de todos aqueles que estão dispostos a assumir solidariamente o compromisso educativo segundo o estilo de Dom Bosco. Compartilhar a defesa dos direitos humanos e da criança pode constituir uma forte motivação para garantir solidez a essa colaboração e para apoiar o duro empenho quotidiano.

Uma intencionalidade pastoral renovada
Para garantir a eficácia da via dos direitos humanos na ação educativa pastoral salesiana, deve-se amadurecer a convicção da relação irrenunciável entre a educação e a evangelização. “Precisa-se relembrar que a evangelização sempre se desenvolveu junto com a promoção humana e a autêntica liberação cristã. Amar Deus e amar o próximo se fundem entre si: no mais humilde encontramos Jesus e em Jesus encontramos Deus (Cfr. Deus caritas est 15). Pelo mesmo motivo será também necessária uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja... A vida cristã não se exprime somente nas virtudes pessoais, mas também nas virtudes sociais e políticas”.

A ação salesiana inclui sempre a preocupação para a salvação integral da pessoa: conhecimento de Deus, comunhão filial com Ele através da acolhida de Cristo, mediação sacramental da Igreja. Tendo escolhido a juventude e os jovens pobres, os Salesianos aceitam os pontos de partida em que os jovens se encontram e a sua possibilidade de percorrer um caminho em direção à fé. Em cada iniciativa de recuperação, de educação e de promoção da pessoa, anuncia-se e se realiza a salvação, que será posteriormente explicitada na medida em que os sujeitos se tornarem capazes. Cristo é um direito de todos. Deve ser anunciado sem pressa, mas sem deixá-los passar em vão.

Próprio com referência a Cristo, o Homem novo pode nos ajudar a repensar o compromisso da promoção dos direitos humanos e de educação dos jovens mais desfavorecidos e em risco, fazendo-nos compreender a meta da realização integral da vida humana. “A comparação com Jesus de Nazaré... não estabelece nenhum limite, alternativa ou sucessiva, àquela em direção da qual estão a caminho os homens empenhados na promoção dos direitos humanos. A reflexão e a reformulação na verdade do ser homem ou mulher no projeto de Deus”.


Conclusão

Permitam-me de concluir com um pequeno poema de Gabriella Mistral, breve, mas cheio de sentido profético, que dá razão do porquê hoje, mais do que nunca, deve-se falar de “emergência educativa”, e como hoje, mais do que nunca, a saída se encontra no coração de Dom Bosco:


O seu Nome é “Hoje”
Nós somos culpados por muitos erros, e muitas são as nossas culpas,
Mas o nosso pior crime é abandonar as crianças,
Desprezando a nascente da vida.
Muitas das coisas de que necessitamos podem esperar.
A criança não pode.
Este é o momento em que os seus sentimentos estão se desenvolvendo.
À criança não podemos responder “Amanhã”
O seu nome é “Hoje”.

Gabriella Mistral
Chilena, Prêmio Nobel de Literatura

Curso DH- DHnet parte 01

Direitos Humanos - conceitos (parte 2)

Vídeo sobre Direitos Humanos - conceitos (parte 01)

Organização do subsídio 2011

A cartilha “Direitos Humanos: queremos viver melhor” tem 4 encontros preparatórios para Animadores e 10 encontros para os adolescentes e jovens, baseados em 10 direitos selecionados dentre os 30 artigos da declaração universal dos Direitos Humanos, trazendo uma abordagem salesiana. Em cada um, você encontra sugestões de oração, reflexão e gestos concretos. Também foi estruturado roteiro de teatrinhos para cada um dos encontros. Além disso é possível encontrar letras de músicas e textos formativos complementares. Veja o Sumário:
-Apresentação
- Introdução: Direitos Humanos e Sistema  Preventivo
- Encontros com os animadores: 1. Identidade e prática do educador(a)/animador(a) salesiano; 2. Sistema Preventivo e Direitos Humanos; 3. Estreia 2011: um apelo às vocações; 4. O Voluntariado Missionário Salesiano
- Orientações para o uso do subsídio
- Encontros:
1. Liberdade e Igualdade;
2. Vida Segura;
3. Trabalho e Dignidade;
4.Lazer;
5.Saúde;
6. Educação e Cultura;
7. Comunicação;
8.Respeito às diferenças;
9. Diálogo e Identidade e
10. Amor e Partilha

- Teatros / Leitura Complementar/ Músicas

Sobre Temática escolhida

No ano de 2009 em Roma, o Reitor Mor, superior geral dos salesianos, através do Dicasterio para a  Pastoral Juvenil, VIS (Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento) e outras organizações em defesa da vida, convocou toda a Família Salesiana à refletirem sobre o Sistema Preventivo e Direitos Humanos.
    Nesta perspectiva, também nós queremos levar aos jovens e presenças, esta importante temática. Um mundo melhor é possível e todos nós somos convocados a fazer nossa parte.
    O tema: Direitos Humanos e o Lema: Queremos viver melhor, motivarão todos os participantes e comunidades a conhecer, defender e promover os direitos humanos.
Pe. Gilberto Antônio da Silva

Sobre o projeto

Desde 2005 a Inspetoria Salesiana do nordeste, juntamente com a Família Salesiana, amigos e parceiros, vem realizando as “colônias de Férias’ em diversas cidades da região.
A atividade oferece a centenas de crianças, adolescentes e jovens de baixa renda a oportunidade de viver o período das férias de modo produtivo e construtivo, participando de diferentes atividades de caráter cultural, religioso e de tempo livre.
Todos os anos a Pastoral Juvenil prepara um subsídio, que é de extrema importância para sintonia e conhecimento temático, além de ser roteiro para atividades.
Durante os últimos anos, uma média de 800 a 1.000 animadores espalhados por  mais de 30 localidades, doam voluntariamente seu tempo e energias, para desenvolver as colônias de férias, numa verdadeira corrente de mobilização e solidariedade.